Enfim, Machu Picchu!

Maio 14, 2008 by Carla

Ou: palavras são necessárias? ;-)

A verdade é que a chegada a Machu Picchu é sempre impactante… Imagino que para quem faz a Trilha Inca e vê Machu Picchu pela primeira vez ao nascer do sol seja ainda mais poético, mas o fato é que ninguém está verdadeiramente preparado para se deparar com aquela cidadela no meio das montanhas, escondida até o último minuto… Não dá pra evitar imaginar o que não deve ter sido para Hiram Bingham, o explorador que no início do século XX finalmente revelou ao mundo o segredo inca escondido por tanto tempo, nunca descoberto pelos colonizadores espanhóis…

Infelizmente não tenho aqui comigo as informações que guardei sobre Machu Picchu, e não vou poder ser precisa nem explicar bem as fotos… Mas compartilho com vocês o meu olhar sobre esse tesouro… ;-)

Cinco minutos em Aguas Calientes

Maio 13, 2008 by Carla

Ao descer do trem, o cenário não é muito animador… Chegamos à cidadezinha de Aguas Calientes, um povoado que vive do turismo a Machu Picchu, e que oferece hospedagem e alimentação à maioria dos turistas, ou seja, aqueles que não pagam mais de US$ 400 a diária para se hospedar dentro do parque… ;-)

A cidadezinha se desenvolveu em torno da linha do trem - aí estão os restaurantes, boa parte dos hotéis, muitas lojinhas e um grande mercado de artesanato:

O nome desse restaurante aí embaixo não é demais? Até quem não é índio fica feliz com a idéia de um bistrô franco-peruano… :lol:

Claro, há também uma igrejinha!

Compramos então nossos bilhetes para o ônibus Aguas Calientes - Machu Picchu, e começamos a nossa jornada montanha acima…

(Gente, sério que não é só pelo prazer do suspense… O tempo anda escasso mesmo pra atualizar o bloguito!) ;-)

Rumo a Machu Picchu!

Maio 8, 2008 by Carla

Nossa jornada começou bem antes do sol nascer, bem antes de qualquer horário razoável para uma criatura em férias, mas não antes que Cuzco acordasse… Afinal, ela está acostumada - todos os dias um número enorme de turistas deixa o conforto das suas camas quentinhas e toma o rumo da Estação San Pedro, de onde partem os trens para Machu Picchu. A movimentação é tão rotineira que todos os hotéis começam a servir o café da manhã às 05:00, e sempre há táxis rodando pelas ruas da cidade.

No nosso caso, deu tempo até de tomar o café da manhã com calma - ainda bem, porque eu estou sempre faminta de manhã, e detesto sair sem comer… :roll: E nem precisamos de táxi, já que o Terra Andina fica situado a apenas 5 minutinhos a pé da estação. Então lá fomos nós - nem parecia tão cedo, uma multidão se acotovelava na entrada da estação… De repente, que surpresa: havia uma entradinha separada para os passageiros do Vistadome! Não era assim uma primeira classe, mas já valia como um upgrade pra executiva… ;-)

O trem parte às 6:00 da manhã, e a primeira parte da viagem chega a dar vontade de voltar a dormir enquanto o trem desce a montanha… Sim, é preciso descer dos 3.400 m de altitude de Cuzco para seguir para Machu Picchu, já que o caminho passa pelo Valle Sagrado. 

Logo depois, porém, a própria paisagem se encarrega de acordar os mais sonolentos… Estávamos então em pleno Valle Sagrado, e a vista do Rio Urubamba é de deslumbrar qualquer um, mesmo àquela hora da manhã… ;-)

A cada nova paisagem eu ficava mais feliz pelos janelões do Vistadome… Mas ainda não estava muito segura de que não teria conseguido fazer algumas fotos semelhantes pelas janelas do Backpacker…

 

Foi aqui que eu tive a certeza… Essa neve no alto da montanha eu não teria visto através do teto do Backpacker… :lol:

Depois de quase 4 horas de viagem, chegamos bem perto do nosso destino - a cidadezinha de Aguas Calientes. Dali bastaria tomar o ônibus para subir a montanha e teríamos chegado ao ponto alto da nossa viagem… 

Trilhos Incas

Maio 4, 2008 by Carla

Desde o começo do planejamento da viagem - aliás, desde que eu me entendo por gente, e gente que gosta de viajar e queria ir conhecer o Peru - eu sabia que a Trilha Inca não era pra mim… Curiosidade eu tenho, sim - e a Emília, convidada especial do Idas e Vindas no post anterior, ajudou bem a aguçar essa curiosidade… Mas eu me conheço - sempre fui fresca e chata, e depois de arranjar uma hérnia de disco, então, essa aventura não ia dar certo… Assim, eu já fiz os planos trocando a Trilha Inca pelos “trilhos incas”… :lol:

A Peru Rail é a empresa que faz o transporte entre Cuzco e Machu Picchu, assim como de Puno a Cuzco, aliás… Ela pertence ao grupo Orient Express, o que fica bem patente nos trens de luxo que fazem as duas rotas: o Hiram Bingham, de Cuzco a Machu Picchu, e o Andean Explorer, de Puno a Cuzco.

Nota: Nesse post aqui eu dei o passo-a-passo de reserva e compra de bilhetes da Peru Rail.

São 3 tipos de trens turísticos que fazem a ligação entre Cuzco e Machu Picchu (todas as fotos são do site da Peru Rail):

- o Hiram Bingham - um trem de luxo, que ficou só na vontade mesmo; a US$ 588.00 a passagem, acho que nem na próxima encarnação… :P

- o Vistadome - o meu escolhido, um trem panorâmico que tem grandes janelas e boa parte do teto de vidro, para que se aprecie a paisagem; ano passado eu paguei US$ 113.00 ida e volta, mas já vi no site que em 2008 o valor é US$ 142.00 (preços inflacionadíssimos em dólar!!!)

 - o Backpacker - o trem convencional, escolhido pela maioria dos turistas que vai a Machu Picchu; para 2008, a tarifa ida e volta é de US$ 96.00.  

Há uma boa diferença de preços entre eles, mas a verdade é que não é barato ir a Machu Picchu, seja pela Trilha Inca ou por qualquer dos 3 tipos de trem oferecidos. Claro que o Hiram Bingham é quase uma afronta, mas os outros trens mais “normais” - o Vistadome e o Backpacker - também não são exatamente “baratinhos”… Os preços da atração turística mais famosa do Peru estão completamente fora de qualquer parâmetro praticado no resto do país!

Quando estive lá, em julho de 2007, o meu orçamento foi este:

- Trem Vistadome, Cuzco / Machu Picchu / Cuzco - US$ 113.00;

- Ônibus Aguas Calientes / Machu Picchu / Aguas Calientes - US$ 24.00;

- Ingresso para o Parque Nacional de Machu Picchu, válido por 1 dia - o equivalente a US$ 38.00.

Uma das maiores vantagens que têm aqueles que fazem a Trilha Inca é chegar ao Parque antes que os portões sejam abertos aos turistas; uma forma de aproveitar um pouco dessa calma, mas depois de abertos os portões, claro, é escolher o Vistadome que parte de Cuzco às 6:00 da manhã, que chega a Machu Picchu antes do Backpacker e, portanto, antes da maior parte dos turistas… ;-)

Durante a fase de planejamento, cheguei a pensar em dormir uma noite em Aguas Calientes para voltar a Machu Picchu no dia seguinte. O Bruno Vilaça, em um comentário lá no Viaje na Viagem, me demoveu da idéia com dois ótimos argumentos: primeiro, que só os hóspedes dos hotéis situados dentro do parque podem permanecer lá após o fechamento dos portões, ou seja, adeus pôr-do-sol e nascer do sol na manhã seguinte; segundo, que levando um lanchinho para não precisar sair para almoçar, eu teria tempo mais do que suficiente para percorrer todo o sítio arqueológico. Eu segui a dica, e ela se revelou muito sábia - valeu, Bruno! :D

Trilha Inca

Abril 22, 2008 by Carla

Embora Cuzco seja uma cidade charmosíssima, aconchegante e linda, a verdade é que a razão pela qual 10 entre 10 turistas a visitam é ir até Machu Picchu… ;-)

Há basicamente 2 formas de chegar a Machu Picchu: uma é ir de trem, como eu fui; outra é botar a mochila nas costas e encarar a Trilha Inca, como fez a convidada especial do Idas e Vindas, a querida Eco-mília!!!

Depois dessa breve introdução, deixo vocês entregues ao saboroso relato da Emília - e aposto que muitos, como eu, vão “viajar” longamente aqui na frente da telinha…

Quando decidi fazer a minha viagem ao Peru, em 2003, eu tinha certeza que queria fazer a Trilha Inca. Não tinha muita certeza do que iria encontrar, do nível de dificuldade, mas achava que com um pouco de treino, tudo iria dar certo. Sobre a questão de acampar, experiência nova, também achava que iria me virar bem. Já quanto à altitude…mistério. Poderia me dar muito bem nos 4.000m ou sofrer desesperadamente. Bem, só poderia conferir testando mesmo, então… viagem fechada.

Como a princípio eu iria sozinha, preferi planejar minha viagem com uma agência e lá me deram as dicas de que a trilha não era um bicho papão e que seria um acampamento mordomia. Para garantir, estava indo bem preparada, com um fleece quentinho, anorak e capa de chuva, uma bota confortável, isolante térmico e um sleeping que agüentava bem até -5ºC. Eu tinha tudo isso e mais a ansiedade em começar logo, aumentada por várias horas no ônibus vindo de Cuzco (com direito a muitas paradas nos vilarejos para pegar o pessoal que nos ajudaria na trilha e provisões) e temperada com repetições infinitas numa fita da Sonia Morales  :-)

Finalmente, lá pelas duas da tarde paramos no quilômetro 88, onde conhecemos nossos companheiros de viagem: um suíço, um alemão e um português, além do trio brasileiro, que incluía também o Marc e a Natalia (que se juntou à nossa dupla ainda no aeroporto de Guarulhos). Conhecemos nosso guia e os nossos cozinheiros e carregadores, moços rapidíssimos, sempre com um sorriso no rosto. Eles num minuto prepararam nosso almoço e logo depois já estávamos mostrando os nossos passaportes no controle e atravessando o Rio Urubamba para começar a nossa subida.

Este primeiro dia foi fácil, caminhamos ainda em altitudes (relativamente) baixas e somente por uma tarde. Mas já deu um gostinho da paisagem, especialmente quando pudemos ver ao longe Llactapata, o primeiro sítio arqueológico do nosso caminho.

A nossa primeira parada foi logo após o vilarejo de Wayllabamba, a uns 2.800m, no final da tarde. E também a surpresa: todas as barracas arrumadinhas, inclusive a nossa tenda-refeitório. O nosso trabalho foi arrumar os sleepings e relaxar esperando o jantar, que estava ótimo, como todas as refeições. Difícil mesmo foi só me acostumar ao uso da lanterna para explorar o acampamento, mas preferimos dormir cedo mesmo, já que o dia seguinte prometia. 

Acordamos umas 5 e meia, prontos para o trecho mais difícil e temido da trilha: no meio do dia estaríamos a 4.200m em Warmiwañusca, que quer dizer ‘Passo da Mulher Morta’ (deveria ser eu, claro :-) ). Gente… é puxado. Mas possível. Para mim o que facilita é manter um passo não muito acelerado, mas constante, e de preferência não olhar muito para cima :-) Nas primeiras horas, a questão é mais de condicionamento físico mesmo, mas no final… cada passo é um sacrifício imenso e eu tinha que parar a cada cinco deles para tomar fôlego. É impressionante sentir o efeito da altitude no nosso corpo, mas eu não podia reclamar muito: estava bem, sem nenhum efeito do soroche e somente com o chazinho de coca do café da manhã, nem precisei mascar a folha. O que ajuda muito também é a paisagem neste trecho que é maravilhosa…a perfeita desculpa para dar uma paradinha :-)

A sensação lá em cima é incrível, fica todo mundo com cara de bobo, feliz de ter conseguido. A paisagem do outro lado é bem diferente, mais árida, mas lindíssima, com um sítio arqueológico que podia ser visto nas montanhas em frente. Dali, uma descida curta até a parada do almoço e mais descida até o nosso próximo acampamento.

Nossa noite foi ótima, o probleminha foi acordar no dia seguinte com uma chuva constante, que não tinha cara de parar logo. Que remédio…coloquei tudo o que podia no meu corpo e saímos. Passamos por Runkuraqay, aquela construção circular que tínhamos visto antes, um posto de guarda inca, e continuamos… 

Passamos naquela manhã ainda por dois passos, com um altitude mais baixa que a do dia anterior, mas que, mesmo, assim exigiram bastante das pernas. Antes da parada do almoço passamos por mais um sítio arqueológico, Sayaqmarca, mas infelizmente a chuva não permitiu que aproveitássemos bem. Não que ela estivesse tão forte, mas estávamos bem molhados e a temperatura devia estar em uns 10ºC…a visão do refeitório e dos potinhos de sopa quentíssima ajudaram a elevar um pouco o ânimo :-)

Mas a partir daí as coisas ficaram mais difíceis, pelo menos para mim: era a descida. Com a chuva e as escadas de pedra, comecei a firmar mais meu passo para não escorregar, o que me gerou uma dor chatíssima abaixo do joelho. Passamos pelo bonito sítio de Phuyupatamarca e continuei mancando até o final da tarde quando chegamos a Wiñay Wayna, onde fica a única construção da trilha inca: um restaurante e um albergue com poucas camas, para aqueles que não agüentam mais acampar. Não era o nosso caso, mas passamos a noite no restaurante/bar, um lugar divertido, com gente do mundo inteiro reunida para beber uma cervejinha gelada, ouvir música e até dançar um pouco. Só não podíamos ficar até muito tarde porque a hora marcada para acordar era 3 e meia da manhã, para retomar a caminhada.

Para nossa sorte, a chuva tinha parado e a perspectiva de chegar logo a Machu Picchu nos deu um ânimo novo…seguimos pela manhã fresquinha por cerca de duas horas, acompanhando o cânion do Urubamba, até que percebemos a claridade se aproximando e uma subida. No final dela, o Inti Punku - a Porta do Sol - de onde finalmente vimos Machu Picchu com o nascer do sol. Eu nem sei explicar o que senti: alegria de ter conseguido chegar, a beleza de ver a cidade ali embaixo, vazia e calma, as montanhas ao redor… a vontade é de ficar ali por horas. Mas descemos para aproveitar o lugar antes da abertura do principal acesso, para quem vem de Águas Calientes. Estava cansada, mas feliz :-)

E na hora da fome…

Abril 15, 2008 by Carla

Finalmente, cá estamos nós de volta à nossa novelinha!!! :D

Cuzco me pareceu uma cidade semelhante, em vários aspectos, a algumas das nossas cidades históricas no Brasil. Não é apenas pelo fato (óbvio) de que é uma cidade colonial, que guarda traços tanto da dominação estrangeira quanto da resistência indígena, ou que hoje sobrevive do turismo… Não, pra usar a linguagem popular, o buraco aqui é mais embaixo - a bem dizer, estamos falando do nosso amigo, o estômago… ;-)

Como várias das nossas cidades históricas (é só pensar em Tiradentes, Paraty…), Cuzco também se revelou um destino gastronômico bem interessante. Eu não sou muito fã de sair provando comidinhas diferentes, não. Pra dizer a verdade, sou meio chata com algumas coisas, meio fresca com outras, enfim, não sou a melhor fonte de informações sobre comida típica de lugar nenhum…

E no Peru não poderia ser diferente… Um dos pontos altos da culinária local, o cuy, que é um animalzinho pequenininho, tipo um porquinho-da-índia ou uma preá, passou bem longe da minha mesa… e quando passava perto eu fingia que nem era comigo! Pois então eu lá ia ter coragem de comer aquele bichinho assado inteirinho, ainda com jeito e forma de bichinho, e não de comida? Nem pensar… :roll: (Claro, isso já rendeu mil e uma histórias, tipo um ex-namorado que me disse uma vez que não entendia como eu não me incomodava com o sofrimento dos pobres dos gansinhos enquanto saboreava o meu “patêzinho”… E o pior é que eu não penso mesmo, não, tanto que não sou vegetariana, muito pelo contrário!!! Eu só não quero ver… )

Mas, voltando ao assunto, como nem só de comida típica se fazem os bons restaurantes - e, aliás, um destino gastronômico que se preze não pode viver só de comida típica - fizemos algumas visitas a uns restaurantes bem interessantes de Cuzco. E um ponto em comum que me chamou bastante a atenção foi que, mesmo que o restaurante seja internacional, as entradinhas sempre têm pelo menos um pouquinho de cor local… ;-)

Logo no primeiro dia, fomos almoçar no Inka Grill, que fica bem na Plaza de Armas - como aliás, quase todos! A Plaza de Armas é o ponto central de Cuzco, todos os caminhos levam a ela…

Enquanto olhávamos o menu, chegou a nossa entradinha: batatas chips, sim, algo tão comum… Mas batatas de vários tipos diferentes, alguns que eu nem nunca tinha visto (o Peru e a Bolívia produzem mais variedades de milho e batatas do que somos capazes de imaginar, algo assim como 200 tipos diferentes de batatas e 700 de milho!!!) - acompanhadas de um molhinho de ervas muito gostoso e refrescante, porque devia ter hortelã na composição:

Nosso almoço em si foi simples: pedimos um filé de frango grelhado acompanhado de um gnocchi al funghi - era dia 29, né, dia de comer gnocchi com uma nota de um dólar embaixo do prato!!! (29 de julho de 2007, vejam só como essa novelinha tá um atraso só!!!) Não dá água na boca só de olhar? (E eu estou aqui me torturando às 2:30 da tarde sem almoço, só pra não perder a oportunidade de usar a conexão… :roll: )

Atualização: nosso almoço no Inka Grill custou cerca de 22 soles por pessoa = pouco menos de R$15,00! ;-)  

Um outro lugar que fez sucesso foi o Mesón de Espaderos, também na Plaza de Armas, claro… Aliás, o único restaurante que experimentamos fora da Plaza de Armas foi um desastre - era uma trattoria até bonitinha, mas uma comida sem graaaaaaça… Mas o Mesón de Espaderos agradou muitíssimo…  

- e aqui pedimos um prato típico do Peru, o lomo saltado:

Atualização: E eu me esqueci de anotar quanto gastamos nesse almoço, mas os preços não variavam muito, não…

Na verdade, o lomo saltado fez tanto sucesso com a gente que um outro dia decidimos pedi-lo de novo, mas em outro restaurante, o De Mi Pueblo:

Outro sucesso - uma delícia!!! :D

Atualização: O almoço no De Mi Pueblo custou 25 soles - a cerveja encareceu um pouquinho a conta… Mesmo assim, isso significa algo em torno de R$ 16,00!

Para continuar a lista dos top 5, eu não poderia deixar de incluir o Chez Maggy - são duas filiais desse restaurante tão despretencioso quanto charmoso e aconchegante. E aqui ainda tivemos música ao vivo!

As entradinhas típicas, claro - umas 327 espécies diferentes de amendoins torradinhos…

… mesmo que o pedido principal seja uma pizza!!! ;-)

Atualização: No Chez Maggy gasta-se pouco… Nosso lanche custou 15 soles por pessoas, ou seja, R$ 10,00! :D

E para completar a lista, eu não poderia deixar de botar água na boca de todos com a fabulosa sobremesa do restaurante do Hotel Terra Andina - o helado tempura!!!  Pois bem, trata-se de uma daquelas maravilhosas sobremesas que unem o quente ao frio, o crocante ao macio, ou seja, inacreditável!!! E engordativo, claro, mas férias que são férias significam aproveitar, em todos os sentidos!!! :D

Atualização: O helado tempura pode até pesar na dieta, mas no bolso, jamais!!! Apenas 8 soles, ou menos de R$6,00. ;-)

Pra não passar em branco…

Abril 11, 2008 by Carla

Pessoal, estou atrasada… Ontem, enquanto eu tentava de todas as maneiras fazer a minha conexão funcionar (estou de carona na wireless de algum vizinho, ainda não me livrei da burocracia pra ganhar uma ID pra usar a da universidade), o Idas e Vindas completou 100.000 visitas desde a sua criação, em fevereiro de 2007.

E, não é falsa modéstia, não, gente, mas eu não tenho a menor idéia de como isso aconteceu… ;-) Procuro cuidar da casinha aqui com capricho, mas o bloguito anda mais abandonado do que nunca…

E, para retomar o ritmo da novelinha peruana, vamos então comemorar com uma Cusqueña bem geladinha!!! Assim que eu conseguir um tempinho livre, venho dar uma visão geral dos meus restaurantes favoritos em Cuzco… ;-)

 

Pausa na novelinha

Março 31, 2008 by Carla

Bem se diz mesmo que de boas intenções o inferno está cheio… ;-) Tentei, tentei e tentei completar o relato da viagem ao Peru antes de embarcar rumo aos States, mas fiquei lá naquelas boas intenções que povoam o inferno… :P

Antes que os seguidores da novelinha peruana enfartem, eu aviso: pessoal, eu vou continuar contando a história da viagem ao Peru do mesmo jeitinho que faria se estivesse na minha casa lá em Niterói; a única diferença é que vou contar a historinha estando na minha casa em Riverside, Ok? ;-)

Vou fazer essa pausa na novela só pra mostrar um pouquinho dessa cidade que vai ser a minha casa pelos próximos 3 meses e onde eu já estou mesmo me sentindo à vontade… Não é só porque a gente se acostuma a desbravar metrópoles em 4 ou 5 dias, não… ;-) A razão porque já me sinto em casa é que comprei um passe de ônibus!!! :lol: Vou contar, essa vida de “a pé” nos Estados Unidos não é mole, não - a menos, claro, que você more em Nova York, onde ninguém dirige mesmo…

Mais uma vez, quero agradecer a todos vocês, amigos do mundo real e do mundo virtual (sem distinção, porque volta e meia os virtuais se tornam reais e os reais ficam tão sumidos que acabam virando virtuais…) pela torcida poderosa e pelo tanto de carinho que tenho recebido de todos. O convite para a visita tá de pé, hein? 8)

Vamos fazer um pequeno city-tour, então, começando aqui em casa…

Esse é o condomínio onde fica o meu apartamentinho, nem tão “inho” assim, diga-se de passagem - é um bom quarto-e-sala, com cômodos amplos, bem confortável. E tem cozinha americana (claro, né?), que eu simplesmente adoro!

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Essa aqui é a rua que faz esquina com a minha - larga e longa, especialmente feita para os carros, com a calçada estreitinha… Vejam só porque é um desespero não ter rodas nessa cidade!

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Mas, justiça seja feita, a sistema de ônibus pode ser limitado, mas funciona direitinho! Claro que se você perder o ônibus das 10:06 provavelmente só haverá outro às 11:21, o que pode ser um baita atraso de vida - ou uma bela lição de pontualidade para aqueles que precisam!!!

De posse do meu livrinho com os horários dos ônibus e de um passe semanal que me custou a pechicha de US$ 12.00 para viagens ilimitadas - e que eu, claro, estou levando ao pé da letra, passeando à beça - fui desbravar o centro histórico de Riverside, o Mission Inn District. Voltei com algumas (poucas) fotos, só pra dar um gostinho. Vou tratar de Riverside melhor depois que encerrar a novelinha peruana…

Aqui começa o Mission Inn District:

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Uma das maiores atrações turísticas da cidade (por enquanto conferi todas apenas por fora…) é o Mission Inn Hotel & Museum:

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Na mesma rua há outras atrações, especialmente museus, onde sempre há exposições interessantes - esse é o melhor lado de uma cidade universitária, na minha opinião: a oferta cultural costuma ser bastante rica…

Mais ao fundo está o Municipal Auditorium e, no primeiro plano, o Riverside Art Center & Museum:

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No Municipal Museum há uma exposição que estou ansiosa para ver, sobre quilts e histórias:

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Toda caminhada nessa região passa pelo Main Street Pedestrian Mall, uma rua de pedestres onde há alguns bares e cafés com mesas ao ar livre, e uma inusitada estátua em homenagem ao Mahatma Gandhi:

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O imenso relógio ajuda a não perder a hora do ônibus…

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E, finalmente, antes de tomar o ônibus de volta para casa, nada como relaxar um pouquinho no belo White Park:

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Cuzco by night

Março 20, 2008 by Carla

À noite tomamos o rumo da Plaza de Armas novamente. E eu não sabia que isso seria possível, mas a Catedral me pareceu ainda mais impactante…

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A vida do centro histórico de Cuzco se concentra ao redor da praça. Sob os arcos, cada portinha se abre para uma loja, um restaurante, uma agência de turismo, uma pousadinha… 

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Nas ruelinhas estreitas que começam na praça, o movimento não tem hora pra acabar…  

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Mas a imagem da noite cusquenha que fica gravada na memória mesmo é essa… ;-)

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Cuzco à primeira vista

Março 15, 2008 by Carla

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A vida de toda cidade de colonização espanhola gira em torno de sua Plaza de Armas - e não seria diferente em Cuzco. Assim, uma vez cumpridas as obrigações burocráticas do check-in no hotel e da compra dos bilhetes de trem para Machu Picchu, foi para a Plaza de Armas que nos encaminhamos.

O Hotel Terra Andina fica situado a 6 quadras da Plaza de Armas, uma caminhada curtinha, de cerca de 10 minutos, pela Calle Santa Clara. No mapinha acima dá pra traçar o caminho direitinho: no canto inferior esquerdo está a estação de onde parte do trem para Machu Picchu, ao lado da Iglesia de San Pedro. A Calle Unión, onde fica o hotel, é a que sobe paralela à Calle Desamparados - ainda bem que não é nessa que fica o hotel, né? ;-)

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 A Calle Marqués Mantas com a Iglesia de La Merced ao fundo

Daí é só seguir pela Calle Santa Clara em direção à Iglesia de Santa Clara, cruzar o Arco de Santa Clara, continuar na mesma rua, que passa a se chamar Marqués Mantas, passar pela Plaza de San Francisco e pela Iglesia de La Merced.

Se formos andando pelo lado direito da rua, atravessamos a Avenida del Sol, uma das principais de Cuzco: 

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Mais 2 minutinhos e avistamos a Plaza de Armas de Cuzco, com a Iglesia de la Compañía à direita e a imensa Catedral em frente! Pausa para uma foto… :D

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A Iglesia de la Compañía ao fundo

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A Catedral de Cuzco