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Neve?!?

Setembro 26, 2007

Foi uma surpresa!!! Acordamos bem cedinho para seguir viagem para Copacabana e a paisagem que vimos do lado de fora do hotel em nada lembrava o colorido do dia anterior. Nessa manhã de frio, La Paz estava branquinha, branquinha:

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Foram 30 cm de neve ao longo da noite, algo tão inesperado para nós quanto para os moradores da cidade. Apesar do frio intenso, não é comum nevar em La Paz propriamente dita. A bem dizer, por conta do aquecimento global, até mesmo o Nevado Chacaltaya, a estação de esqui mais alta do mundo (claro… ;-) ) vinha perdendo neve continuamente nos últimos anos, a ponto de não servir mais para a prática do esporte. Depois das neves de 2007, parece que o processo se tornou mais lento, felizmente.

Para os paceños, entretanto, mais do que para os turistas, o frio que fez este ano é um estorvo - a população em geral é muito pobre, a maioria das casas não conta com aquecimento… Apesar de deixar a paisagem linda, a neve atrapalha os mercados ao ar livre, o transporte - e para um povo que depende tanto do comércio e do transporte público, realmente a rotina fica difícil…

Quando pegamos a estrada vimos que por ali também a neve poderia causar transtornos - as pistas estavam muito molhadas, escorregadias e, nos trechos menos conservados, cheias de buracos como em boa parte das estradas brasileiras… :P (Mas no geral eu me surpreendi com as estradas bolivianas: a maioria das estradas que liga os locais turísticos está pavimentada, ou seja, a Bolívia está se preparando direitinho para o aumento do fluxo turístico que eles merecem receber…)

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Alguém consegue resistir a fazer uma bolinha nessa neve tão branquinha? Eu não, apesar de quase ter congelado as mãos… ;-)

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Uma noite no Utama

Setembro 21, 2007

Não sei se é o restaurante mais alto do mundo - não sei nem mesmo se é o mais alto de La Paz… Mas, ao se tomar o elevador panorâmico para chegar ao Utama, o restaurante no último andar do Hotel Plaza, no centro da cidade, a impressão que se tem é que se está, sim, a caminho do topo do mundo…

A vista é espetacular - pelas vidraças do restaurante vê-se a principal avenida da cidade, El Prado, toda iluminada:

Mas as luzes não estão apenas abaixo, no centro da cidade… Ao contrário, as luzes de El Alto se estendem para cima até onde a visão pode alcançar, em um lindo efeito de claro/escuro que, diga-se de passagem, se assemelha muito à visão das favelas cariocas à noite - quem já passou por São Conrado e viu a Rocinha toda iluminada como uma imensa árvore de Natal sabe do que eu estou falando…

Pelo que pude perceber, o Utama é freqüentado basicamente por estrangeiros de passagem por La Paz - não me pareceram bolivianos os ocupantes das outras mesas… ;-) Na Bolívia, assim como no Peru, em outros países da América Latina e, claro, aqui no nosso Brasil, um restaurante como esse (considerado em alguns sites o melhor de La Paz) está muito além do alcance do bolso da maior parte dos habitantes da cidade…

Apesar disso, para nós, brasileiros, os custos de La Paz são uma festa! O táxi do Hotel Columbus ao Plaza, uma corrida de cerca de 15 minutos, nos custou o equivalente a míseros R$ 6,00. E o nosso jantar, absolutamente delicioso - pãezinhos caseiros de entrada, lagostins com legumes ao vapor e torta de limão de sobremesa, tudo de comer rezando! - saiu por volta de R$ 23,00 por pessoa. É certo que estávamos evitando o vinho, por causa da altitude, mas ele não teria inflacionado muito a nossa conta, não… ;-)

Hotel Columbus, La Paz

Setembro 18, 2007

Desde o princípio, o planejamento da nossa viagem foi guiado pela relação custo-benefício. A idéia era escolher o melhor possível, fosse em hospedagem, transporte ou alimentação, sempre a um bom preço. Em termos de hospedagem, fixei as buscas em hotéis 3 e 4 estrelas, porque o preço era excelente tanto na Bolívia quanto no Peru - ao mesmo tempo, ao descartar os hotéis 0, 1 ou 2 estrelas, eu garantia (ao menos para ficar com a consciência tranqüila… ;-) ) um mínimo de conforto. 

Em La Paz, me encantei desde o início pelo Hotel Residencial Rosario La Paz - e foi de olho nele que contactei a Turisbus, a agência que contratei para toda a nossa estada na Bolívia.  Infelizmente, o Rosario estava lotado… :cry: Ainda ficamos na lista de espera por algumas semanas, mas não houve jeito mesmo, e tivemos que partir para a carta guardada na manga.

Essa carta na manga era o Hotel Columbus, um 3 estrelas bem simpático, localizado perto do Estádio de La Paz, fora da muvuca do centro mas próximo o suficiente para não atrapalhar os nossos passeios. A tarifa, então, era mais do que convidativa: US$ 39.00 o quarto duplo.

Este é o Stadium Hernando Siles, o estádio mais alto do mundo - lá é tudo assim, “o mais alto do mundo”… ;-)

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Fiz a foto a partir da Avenida Illimani, onde fica o Columbus:

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O hotel fica localizado a apenas 500 m da Plaza Murillo, o que é bem animador até que a gente se lembra que em La Paz só há ladeiras, e que estamos em um dos pontos mais baixos do centro… Ou seja, 500 m ladeira acima a 3.500 m de altitude não é exatamente a minha definição de férias perfeitas… :lol: Por outro lado, o táxi é muito barato (muito mais barato do que em Buenos Aires, por exemplo, só para efeito de comparação…), e isso resolve qualquer problema de transporte.

Os quartos do Columbus são simples, mas confortáveis e espaçosos o suficiente para garantir boas noites de sono. Mas o ponto alto do hotel é mesmo o serviço: delicado, prestativo e atencioso.

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Apesar disso, se eu voltar a La Paz um dia quero ficar no Rosario, o hotel que eu tinha escolhido a dedo e a cliques de mouse… Eu diria que o Columbus me serviu bem, mas não chegou a me encantar. Quando, dois dias mais tarde, me hospedei no Rosario del Lago em Copacabana, senti aumentar a frustração por não ter conseguido o de La Paz… 

Um passeio por La Paz - II

Setembro 9, 2007

O principal mérito do nosso city-tour foi a economia de tempo - algo que só me aparece como uma vantagem porque não tínhamos como recuperar o dia perdido em Guarulhos, e precisávamos aproveitar cada minutinho do dia que nos restava em La Paz. Vimos em uma manhã o que provavelmente levaríamos o dia todo por conta própria - e ainda nos vimos com uma tarde inteirinha nas mãos para percorrer a cidade por nossa conta. Ok, eu sei que uma tarde é pouco, que um dia é pouco - mas não dá pra ficar se lamentando, né?

Fomos direto para o Mercado de las Brujas, o lugar certo para todos os que desejam ficar ricos, se livrar do chefe, conquistar um marido ou lançar um feitiço sobre um desafeto… Eu? Bem, eu só queria xeretar mesmo… ;-) Estava super curiosa para ver se esse mercado seria parecido com os nossos mercados populares, onde também se encontra até o que não se sabia que existia… 

O táxi nos deixou bem em frente ao mercado:

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Lá dentro, uma profusão de potinhos, ervinhas e amuletos de toda sorte:

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Como ainda não cheguei ao ponto de acreditar que um amuleto poderia me trazer riqueza, inteligência (ou um marido! :lol: ), seguimos adiante pela Calle Linares, repleta de lojinhas de artesanato:

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Nessa mesma rua fica o Museo de la Coca - que, por incrível que pareça, é muito pouco conhecido em La Paz! Comentei com a recepcionista do hotel, perguntei ao motorista de táxi, e ninguém conhecia… :( Como eu tinha visto várias recomendações em sites sobre La Paz, e tinha o endereço, estava disposta a procurar. Mas não foi necessário: encontramos o museu por acaso enquanto nos divertíamos nas lojinhas de artesanato. A entrada fica aqui, em meio às lojinhas dessa galeria, na Calle Linares 960:

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E logo se chega à entrada do museu:

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A visita é muito interessante: vários painéis de fotos contam a história das folhas de coca, a tradição andina de mascar as folhas, a relevância cultural desse rito e, claro, o momento em que a tradição descambou para a produção e consumo de cocaína. Instrutivo e divertido a um só tempo - recomendo!

Quando terminamos a visita, ainda demos uma voltinha pelas ladeiras do centro de La Paz, mas já era hora de tomar um táxi de volta ao hotel, descansar um pouco e escolher um bom restaurante para jantar… :D

Um passeio por La Paz - I

Setembro 2, 2007

Minha curta estada em La Paz não foi mais do que um passeio - e, como seria impossível ter uma noção mais do que superficial da cidade em tão pouco tempo, procurei apenas me deixar levar e absorver o máximo que pudesse das cores, cheiros e sons paceños.  E não vi pela janelinha, não! Fizemos o city-tour pela manhã, mas à tarde voltamos por nossa conta para sentir a cidade mais de perto… ;-)

Um dos primeiros lugares que visitamos foi a Calle Jaen, preservada tal como era na época colonial. Todo o calçamento é original, e os edifícios são mantidos impecáveis - hoje em dia, praticamente todos são sedes de museus, como o Museo de Metales Preciosos, o Museo del Litoral Boliviano, o Museo Costumbrista e outros.

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Aqui La Paz já começa a dar uma amostrinha do seu gosto pelas cores:

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Visitamos o Museo de Metales Preciosos e seguimos o nosso caminho rumo à Plaza Murillo, a praça central de La Paz. Não pude deixar de observar que os ônibus antigos (adoro!) contribuem para deixar a cidade ainda mais alegre - há de todas as cores, e eu até tentei fotografar vários, mas só esse azulzinho saiu bem na foto… :lol:

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Chegamos, então, à Plaza Murillo. No centro de La Paz, praticamente todos os caminhos levam a ela - sempre que se desce uma rua, é na direção da praça que se vai. E ela se revela assim, de sopetão, majestosa, imponente, linda na sua mistura de Europa e América: arquitetura colonial, povo indígena e turistas de todo o mundo buscando histórias pra contar… ;-)

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Valle de la Luna

Agosto 30, 2007

Nossa primeira parada do city-tour foi, paradoxalmente, fora da cidade. Nosso destino era o Valle de la Luna, onde a paisagem, como era de se esperar, faz pensar em paisagens lunares… :roll:

La Paz está situada no fundo de um vale, e os arredores da cidade são, hoje em dia, um município independente, chamado El Alto, que é também o nome do aeroporto. Não poderia ser mais apropriado, já que o aeroporto está situado cerca de 500 m acima do nível da cidade, e é o mais alto do mundo. Aliás, ouve-se isso em La Paz o tempo todo - o aeroporto é o mais alto do mundo, o estádio é o mais alto do mundo, e assim vai… Achei interessante notar que lá as áreas residenciais mais valorizadas são as mais baixas - e nem é difícil imaginar por quê! Afinal, para quem vive ao nível do mar já é difícil agüentar os 3.600 m de altitude do centro da cidade. Os 4.100 de El Alto, então… :P

Daí seguimos para o Valle de la Luna, a cerca de 20 km de La Paz. 

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A grande atração do vale são as formações rochosas esculpidas pelo vento - bom, a gente sabe que são o efeito da erosão, que as figuras são produto da nossa imaginação, mas não é uma curtição dizer que foram “esculpidas pelo vento”, como se fosse proposital? ;-)

Uma das mais interessantes é essa aqui, o “Sombrero de la Dama”:

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Sempre fico meio perdida para enxergar o porquê desses nomes, mas esse ficou fácil até pra mim…

Atualizando…

Tinha me esquecido dessa foto! Entre as esculturas do vento, vimos um músico tocando violão - achei lindo o contraste entre a roupa vermelha que ele usava e os tons neutros da paisagem! Ele fez a maior pose para as nossas câmeras e depois, claro, nos ofereceu algum artesanato… ;-)

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Un matecito de coca más e seguimos nosso caminho de volta à cidade!

A paz é colorida!!!

Agosto 28, 2007

Quem gosta de cinema já sabe que “A Liberdade é Azul”, “A Igualdade é Branca” e até que “A Fraternidade é Vermelha”… Pois eu descobri que a paz é tudo isso junto, com ainda uns toques de amarelo, rosa, laranja, verde, vinho e o que mais se puder imaginar… ;-) Se eu tivesse que escolher apenas um adjetivo para descrever La Paz, não seria alta, nem fria, nem bonita ou hospitaleira - seria COLORIDA!!!

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No centro de La Paz são principalmente os mercados os responsáveis pelo festival de cores - são tantos casacos, bolsas, gorros, tapetes e outros artigos, tudo tão colorido que eu até achava minhas roupas meio sem graça… Sabe, da próxima vez acho que vou escolher uma blusa verde, um casaco amarelo, uma calça azul, um gorrinho branco e - isso!, vou fantasiada de bandeira do Brasil pra entrar no clima multicor!!! :lol:

Infelizmente não pudemos ficar em La Paz os dois dias que tínhamos planejado, por conta dos incidentes com o nosso vôo de ida. O jeito foi sacrificar a nossa ida a Tiwanaku, para podermos ao menos ver a cidade de La Paz em si. Trocamos então o passeio que tínhamos contratado por um city-tour com direito a uma visita ao Valle de la Luna, que fica a uns 20 km da cidade. Bom, eu não sou nada fã de city-tours, acho que porque gosto de desbravar os caminhos, não curto ser levada aos lugares… Mas naquele dia não houve outro meio - com apenas 1 dia na cidade e a ameaça constante do soroche pairando sobre as nossas cabeças, o único jeito de conhecer a cidade sem muito cansaço seria a mordomia de um carro com motorista à nossa disposição… Até porque, como nos disse o motorista, em La Paz, se não se desce, se sobe - ou seja, ladeiras, ladeiras e mais ladeiras, e a mais de 3.500 m de altitude!!!

Outra notinha da blogueira: Pessoal, minha casa continua um horror, ainda nem desfiz a malinha de São Paulo. Mas já estava um vexame deixar esse blog abandonado por tanto tempo. Então, vamos na base dos posts homeopáticos mesmo, Ok? Afinal, piano, piano, si va lontano… ;-)

Nas alturas!!!

Agosto 14, 2007

Diz a piadinha corrente em La Paz: “Aqui temos o aeroporto mais alto do mundo, o estádio mais alto do mundo, a estação de esqui mais alta do mundo - só não temos os homens mais altos do mundo…” ;-) Com a vida levada assim, nas alturas, nada mais importante para o forasteiro do que adaptar-se da melhor forma possível, e no menor tempo possível, para não deixar de aproveitar a viagem.

A regra de ouro é caminar despacito y comer poquito, ou seja, não sobrecarregar o aparelho respiratório/circulatório nem o digestivo, para evitar o soroche, o mal de altitude. Mesmo para quem é “cão vira-lata” como eu e não sofre com enjôos ou qualquer outro tipo de complicações comuns em viagens, alguns efeitos são inevitáveis: um pouco de tontura e a sensação de falta de ar são esperados, mas passam em pouco tempo. Para prevenir qualquer sintoma mais grave, os hotéis servem uma xícara de mate de coca logo no check-in - no nosso caso, como chegamos de madrugada, ficou para o dia seguinte, e eu tomei o meu matecito preventivo todos os dias no café da manhã. O resultado pode até ser psicológico, efeito da auto-sugestão, mas o fato é que não sofri absolutamente nada com o soroche. 8)

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Ah, é importante lembrar que o mate de coca não é droga, não, hein, gente! Tou fora de fazer apologia de substâncias ilícitas… :P Não há nada de ilegal ou proibido no uso das folhas de coca na Bolívia e no Peru - e o chá, sinceramente, não é mais estimulante do que o nosso inocente cafezinho… E as balinhas, então? Parecem uns caramelinhos de leite, uma delícia!

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Mas, se mesmo assim aparecer uma dor de cabeça mais forte, enjôos e/ou sangramentos nasais, é melhor tomar uma medida um pouco mais drástica, ou seja, Soroche Pills nas idéias! As pílulas são vendidas em qualquer farmácia e devem ser tomadas 3 vezes ao dia - e custam baratinho, cerca de US$ 0.30 a unidade.

Com as devidas precauções tomadas, é só manter o ritmo do caminar despacito y comer poquito - para aprovechar mucho!!!

Notinha de desculpas antecipadas da blogueira: Pessoal, me desculpem se o blog andar meio abandonado por uns dias, Ok? Devo me mudar até o fim da semana, então a atolação está grande… Mas vou fazer o possível para manter um certo ritmo nos posts, mesmo que esse ritmo seja leeeento… ;-)