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Cuzco - o city tour I

Julho 5, 2008

City tour??? Como assim? (Será que consegui adivinhar a reação dos leitores desse blog ao ver a expressão “city tour” aqui em um título de post?) ;-)

Mesmo os que pouco freqüentam essa minha salinha de visitas já devem saber que, se tem uma coisa que eu não gosto quando se fala em viagens, essa coisa é o bendito city tour. Não tenho motivos racionais, não - é só que eu não gosto de ser levada aos lugares, prefiro ir sozinha; e talvez eu seja uma pessoa meio anti-social também (espero que não!), mas não gosto de me enfiar num ônibus com um monte de desconhecidos (ué, mas não tenho nada contra andar de ônibus comum, vai entender… :lol: )

O fato é que o city tour em Cuzco é diferente… Antes de mais nada, o city tour não mostra a cidade em si (eu não disse que era diferente?!?), mas sim os sítios arqueológicos situados na cidade ou bem próximos a ela. Além disso, acho que não haveria modo de chegar a esses sítios por conta própria, muito menos dependendo de transporte público! Assim, o “city tour”, nesse caso, era um mal necessário…

Todas as agências de turismo da Plaza de Armas oferecem não apenas esse passeio, como também outros, como o Valle Sagrado, a Trilha Inca, etc. Os roteiros não costumam variar muito, mas os preços podem, sim, ser bem diferentes entre uma agência e outra. Pesquisando em 2 ou 3, nos decidimos por uma pequena agência na Calle del Comercio, onde o atendimento foi muito simpático e o city tour nos custou 15 soles por pessoa. (Como estou atrasadíssima para contar essa história, que é de praticamente 1 ano atrás, esses preços podem estar completamente defasados…)

Para ingressar nos sítios arqueológicos, o melhor a fazer é comprar um boleto turístico na Oficina de Turismo da Avenida del Sol (Arthur, obrigada pelo link!) . O bilhete dá direito a ingressar em 16 atrações, entre elas as que fazem parte do city tour e do passeio ao Valle Sagrado. O custo é de 70 soles (e apenas 40 para estudantes), e já se pode estrear o bilhete no Museo de Arte Popular, que fica no subsolo do prédio da Municipalidad del Cusco, o mesmo onde está a Oficina de Turismo.

O city tour dura toda uma manhã ou uma tarde. Contratamos o nosso para a tarde do mesmo dia e tínhamos então toda a manhã livre para passear pela cidade.

Começamos por um programinha perto do hotel, o Mercado de Cusco, junto à Iglesia de San Pedro. É um mercado de abastecimento típico, onde as pessoas também vão para tomar o café da manhã ou almoçar (e eu, claro, não tive coragem de provar nada, digamos, “suspeito”…)

Depois embarcamos em um passeio down memory lane - ou seja, pelos caminhos da memória… Explico: eu estava viajando com a minha tia Célia, que já tinha ido a Cuzco em outra ocasião, muitos anos antes. Fomos então tentar encontrar o hotel onde ela e uma amiga tinham se hospedado. Ela se lembrava mais ou menos da localização, na Plaza San Francisco - e não é que conseguimos mesmo encontrar o hotel?

O hotel tem essa linda vista para a Plaza San Francisco. Chegamos também a dar uma espiadinha no átrio:

Seguimos então para o nosso almoço (esse foi o dia do Mesón de Espaderos) e logo no início da tade estávamos a postos na Plaza del Regocijo para embarcar no ônibus e começar o nosso city tour…

Cuzco by night

Março 20, 2008

À noite tomamos o rumo da Plaza de Armas novamente. E eu não sabia que isso seria possível, mas a Catedral me pareceu ainda mais impactante…

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A vida do centro histórico de Cuzco se concentra ao redor da praça. Sob os arcos, cada portinha se abre para uma loja, um restaurante, uma agência de turismo, uma pousadinha… 

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Nas ruelinhas estreitas que começam na praça, o movimento não tem hora pra acabar…  

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Mas a imagem da noite cusquenha que fica gravada na memória mesmo é essa… ;-)

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Cuzco à primeira vista

Março 15, 2008

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A vida de toda cidade de colonização espanhola gira em torno de sua Plaza de Armas - e não seria diferente em Cuzco. Assim, uma vez cumpridas as obrigações burocráticas do check-in no hotel e da compra dos bilhetes de trem para Machu Picchu, foi para a Plaza de Armas que nos encaminhamos.

O Hotel Terra Andina fica situado a 6 quadras da Plaza de Armas, uma caminhada curtinha, de cerca de 10 minutos, pela Calle Santa Clara. No mapinha acima dá pra traçar o caminho direitinho: no canto inferior esquerdo está a estação de onde parte do trem para Machu Picchu, ao lado da Iglesia de San Pedro. A Calle Unión, onde fica o hotel, é a que sobe paralela à Calle Desamparados - ainda bem que não é nessa que fica o hotel, né? ;-)

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 A Calle Marqués Mantas com a Iglesia de La Merced ao fundo

Daí é só seguir pela Calle Santa Clara em direção à Iglesia de Santa Clara, cruzar o Arco de Santa Clara, continuar na mesma rua, que passa a se chamar Marqués Mantas, passar pela Plaza de San Francisco e pela Iglesia de La Merced.

Se formos andando pelo lado direito da rua, atravessamos a Avenida del Sol, uma das principais de Cuzco: 

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Mais 2 minutinhos e avistamos a Plaza de Armas de Cuzco, com a Iglesia de la Compañía à direita e a imensa Catedral em frente! Pausa para uma foto… :D

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A Iglesia de la Compañía ao fundo

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A Catedral de Cuzco

Reserva: a palavra mágica!

Fevereiro 27, 2008

Uma vez devidamente registradas no hotel, nosso próximo passo, antes de estarmos liberadas para o reconhecimento da cidade, foi seguir direto para o escritório da Peru Rail para buscar as nossas passagens de trem para Machu Picchu. A pressa tinha um motivo: era domingo, e aos domingos o escritório fecha ao meio-dia. Como não tínhamos a menor intenção de deixar para o dia seguinte o que poderíamos fazer naquele dia mesmo, fomos pra rua.

Um detalhe importante é que os bilhetes da Peru Rail são comprados no escritório da companhia, e não na bilheteria da estação de trem San Pedro, de onde partem os trens para Machu Picchu. O Hotel Terra Andina fica situado a 5 minutos da estação, mas para ir ao escritório tivemos que tomar um táxi.

Seguimos então a rotina diária de tomar táxis no Peru. O primeiro passo manda perguntar no hotel quanto se deve pagar para ir até um determinado destino. Muitas vezes um funcionário mesmo do hotel trata um táxi na rua - e eles sempre conseguem bons preços! Caso isso não aconteça, e seja necessário pegar um táxi por conta própria, vem o segundo passo. A ordem então é barganhar. O taxista faz o preço, normalmente muito acima do que seria o preço correto. Por exemplo, em uma corrida de 6 soles, ele diria 10 soles ou mais. Nesse momento, se eu disser que pago 6, que seria o preço justo, ele fará a contra-proposta de 8 soles. A técnica então, é jogar a primeira contra-proposta lááááá embaixo. Assim, quando ele diz 10 soles, eu devo responder algo como “Le pago 3 soles”. Claro que ele nunca vai aceitar esse valor, e vai propor os 6 soles que eu já sabia que deveria pagar desde o princípio… ;-)

A pechincha é um fato cultural. Cansei de ler artigos de viagem, em sites, blogs e afins, principalmente os escritos por americanos, em que só faltavam dizer que seria a coisa mais politicamente incorreta do mundo pechinchar com “esses pobres coitados sul-americanos que mal têm o que comer”… :P Quem diz isso não entendeu o espírito da coisa - o vendedor jamais vai cobrar por um artigo menos do que seria necessário para que ele ganhe o seu sustento. Assim, o primeiro preço que ele cobra é sempre exorbitante para os padrões dele, mesmo que para nós seja muito barato - não entrar no jogo equivale a ignorar uma regra social pré-estabelecida. No início, eu achava que poderia ser constrangedor; depois, relaxei e no fim das contas estava me divertindo horrores!!! :D

Chegamos então ao escritório da Peru Rail. Já na entrada eu estava achando tudo lindo, com esse trenzinho irresistível para uma foto… (Fiz a foto, mas só depois de buscar os bilhetes - mesmo em viagem, primeiro a obrigação!)

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Uma vez dentro do escritório, o cenário era desolador: uma enorme quantidade de pessoas aguardava atendimento para comprar os bilhetes. Nós tínhamos reservado as nossas passagens para a 3a.f. seguinte, mas estávamos considerando a possibilidade de trocar a viagem para a 2a. ou para a 4a.f., já que apenas na 3a. haveria o Mercado Indígena em Pisac. Fomos então buscar informações a respeito, e foi aí que eu vi o quanto tinha sido sensato reservar os bilhetes com antecedência - era simplesmente impossível conseguir lugar nos trens pelos próximos 10 dias! E nós estávamos viajando no Vistadome, o trem panorâmico, mais caro do que o Backpacker, o trem convencional. Não sei o que fazem as pessoas que chegam a Cuzco sem reservas…

Principalmente para quem viaja na alta temporada, fazer as reservas é indispensável. O processo é simples: basta preencher um formulário no site e aguardar a confirmação da reserva por email. Na chegada a Cuzco, basta ir ao escritório com o passaporte e o dinheiro (dólares cash, porque a companhia não aceita cartões…) para retirar os bilhetes.

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No meio de toda essa gente, nós não tivemos que esperar nem 20 minutos para pegar os nossos. Eles distribuem senhas diferenciadas - para quem tem reservas, para o tipo de trem, etc. É um  pouco confuso acompanhar nos monitores, a princípio, porque ora aparece a letra E, ora a letra B, ora uma outra letra qualquer, os números vêm fora de seqüência, é uma confusão…

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Mas logo chamaram a nossa senha, compramos os nossos bilhetes (em dólares cash, não esqueçam…) e, livres de obrigações, começamos a desbravar Cuzco… ;-)

Hotel Terra Andina

Fevereiro 21, 2008

Faz algum tempo, ainda na era pré-Internet, o meu critério quando eu escolhia um hotel para me hospedar era muito simples. Eu fazia uma pergunta básica: cabe no meu bolso? ;-) A segunda pergunta era: é bem localizado? Se as duas respostas fossem afirmativas, o hotel estava aprovado. Se apenas a segunda fosse negativa, muitas vezes o hotel acabava sendo aprovado também - afinal, ônibus, metrô e canelinhas estão aí pra isso mesmo… Mas como os guias impressos trazem as descrições apenas, sem fotos dos hotéis, e como o Trip Advisor ainda nem sonhava existir, muitas vezes o hotel “escolhido” era um roubada daquelas… :lol:

No meio das roubadas, volta e meia aparecia um hotelzinho lindo, ou aquele B&B cheio de charme, que a gente passava a recomendar aos amigos… Quando a Internet se tornou um meio comum de pesquisar e reservar hospedagem antes de viajar, estava aberto o caminho para aumentar (e muito!!!) a margem de acerto dessas escolhas. (Para quem estiver interessado em mais detalhes, a Sylvia ensinou o caminho das pedras com detalhes no antigo VnV do WordPress).

Ultimamente, a pergunta básica continua sendo a mesma, mas várias outras passaram a ser muito importantes. Eu considero fundamental que um hotel seja bem localizado - e isso nem sempre quer dizer que ele fica no meio de tudo - muitas vezes, ele fica em um bairro mais tranqüilo, mas de fácil acesso às atrações. Também acho importantíssimo que o próprio ambiente do hotel seja agradável - se for bonito e bem decorado, então! E eu gosto muito de ambientes amplos, então costumo adorar aqueles hotéis antigos, que fazem pensar em mil histórias de outros tempos…

Pois bem: o meu xodó nessa viagem ao Peru foi o hotel em que nos hospedamos em Cuzco, o Terra Andina, esse mesmo da foto aí embaixo:

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O Terra Andina não foi a minha primeira opção em Cuzco. Há muito tempo eu guardava nos meus arquivos uma referência ao Hotel Ruinas, que era a minha primeira escolha na cidade. Ao longo das pesquisas, me encantei também com o Hotel Picoaga. Era uma decisão difícil, e também importante - Cuzco era a cidade onde passaríamos mais tempo, 4 noites no total, e a que tinha os hotéis mais caros e concorridos. Não dava pra errar… :roll:

No fim das contas, o “bolso” decidiu por mim… Encontrei uma promoção no site da Go 2 Peru, e resolvi os hotéis de Puno, Cuzco e Lima de uma tacada só. De acordo com essa promoção, alguns hotéis ofereciam descontos bárbaros, que podiam chegar até a 45%, desde que pagos com antecedência no cartão de crédito Visa. Foi aí que vi a diária do Terra Andina a US$ 65.00, quando o normal era vê-lo nos outros consolidadores a cerca de US$80.00, a mesma faixa do Ruinas e do Picoaga, um pouco mais caros, por volta de US$ 90.00, US$ 100.00.

A princípio pode até parecer uma economia boba, afinal cada uma de nós economizou US$ 30.00 pelas 4 noites de hospedagem. Mas basta pensar que esses US$ 30.00 já fizeram uma das noites sair praticamente de graça, ou que foram suficientes para custear quase toda a nossa alimentação nos dias em que passamos na cidade que a gente tem uma nova dimensão do que significam US$ 30.00 a mais para gastar no Peru… ;-)

Não cheguei a visitar os outros hotéis - até gostaria de ter ido, mas não lembrei disso enquanto estávamos lá. De qualquer modo, eu não tinha nem motivo para xeretar outro hotel… A nossa chegada ao Terra Andina já mostrou de cara a qualidade que teria a nossa estada - nossas malas foram levadas para o quarto enquanto preenchíamos as nossas fichas confortavelmente instaladas nas poltronas, saboreando um matecito de coca. Ah, essa área do hotel é toda servida por Internet wireless e o computador que aparece na foto é para uso dos hóspedes - de graça! 8)

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Uma das características que eu buscava no hotel onde fosse me hospedar em Cuzco era esse átrio, que é uma característica marcante da colonização espanhola. No caso do Terra Andina, o átrio é o restaurante do hotel, onde é servido o café da manhã. Por esse motivo, não é uma boa idéia ficar em um quarto que dê janelas para essa parte interna… Afinal, todos os dias há hóspedes de partida para Machu Picchu, e o trem deixa Cuzco às 06:00 h da manhã - dá pra imaginar a que horas começa o movimento no restaurante, né?

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O nosso quarto ficava no andar de cima, na parte dos fundos - até dava pra ouvir um pouco do movimento, mas nada que chegasse a atrapalhar o sono, não… E o quarto era excelente, bem confortável e aconchegante. Não era tão grande, o espaço para as malas era um pouco restrito, mas tínhamos um ótimo armário…

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E o melhor de tudo é que o nosso banheiro era ESPETACULAR!!! Além de branquíssimo e limpíssimo, era imenso, confortável e bem aquecido - maravilhoso a ponto de merecer duas fotos no blog, o que deve ser uma honra para qualquer banheiro!!! :lol:

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A primeira impressão NÃO é a que fica…

Fevereiro 18, 2008

No momento em que desembarcamos em Cuzco eu soube que estava chegando a uma das “mecas” do turismo mundial em plena alta temporada. Eu soube, pura e simplesmente, que daquele momento em diante, dificilmente voltaria a sentir a tranqüilidade que tinha experimentado no Lago Titicaca. Afinal, quem manda ser doida o suficiente pra decidir ir ao Peru em pleno mês de julho, quando os estudantes DO MUNDO INTEIRO estão de férias?!?

O aeroporto estava lotado - o desembarque estava repleto, o saguão estava apinhado, era uma multidão para todos os lados. A muito custo, pegamos a bagagem e fomos direto procurar um agente da Lan Peru (porque eu precisava pegar o meu alicate… :lol: ) Assim que recuperei a posse da minha “arma”, fomos tratar de arranjar um táxi.

Aqui começou o meu aborrecimento… Tanto na Bolívia quanto no Peru não existem taxímetros - o valor de cada corrida é previamente combinado com o taxista. É claro que os preços são diferentes para os locais e para os turistas, a menos que o turista seja esperto e descubra antes com alguém do local o valor que deve aceitar como justo para ir até o seu destino. Isso significa dizer que paga menos quem barganha melhor - e significa também que uns dias no Peru equivalem a um curso de pós-graduação na arte da pechincha… Eu voltei craque!!! :D

Claro que nos aeroportos há aqueles balcões de táxi que existem nos aeroportos do mundo todo - seguros, rápidos e muito mais caros. Mas, como já estávamos acostumadas ao esquema da combinação de preços, não achei necessário, e lá fomos nós buscar um táxi. Perguntei à atendente do balcão de informações quanto eu deveria pagar por um táxi até o nosso hotel e ela me disse que um preço justo seria 4 ou 5 soles, o equivalente a algo entre R$ 2,60 e R$ 3,30… ;-) (Depois dessa viagem eu nunca mais vou achar que táxi na Argentina é barato… E me sinto assaltada a cada vez que entro em um táxi aqui no Brasil…)

Pois bem: perguntamos ao primeiro taxista quanto nos cobraria, e nos disse 10 soles. Recusei educadamente e expliquei que no balcão de informações tinham me dito que o preço justo seria no máximo 5. Ele disse que não faria menos de 10 e outro se interpôs, dizendo que faria a 6. Aceitei - afinal, não ia ficar contando tostões… Mas quando chegamos do lado de fora do saguão e o motorista do táxi já pegava as nossas malas, o sujeito me diz que o valor era mesmo 10 soles, e não poderia fazer por menos!!!

Foi então que eu subi nas tamancas!!! É por essas e outras situações semelhantes que eu agradeço pelos meus estudos de línguas - nada como se expressar bem claramente na língua da pessoa que está tentando te passar pra trás e dizer a ela em alto e bom som que pode ir catar coquinho, mas não vai te fazer de boba… Disse a ele, com toda a classe, que podia deixar as malas onde estavam, porque preferíamos voltar ao desembarque e pegar um táxi do aeroporto, ao valor que fosse, a desembolsar um único centavo além dos 6 soles combinados - e frisei bem que não era pelo valor da corrida (afinal, o que são R$ 7 por uma corrida de táxi aqui no Brasil, né?), mas pela falta de respeito ao que havia sido combinado 2 minutos antes. Ele então voltou atrás e nos cobrou o preço correto, mas fiquei apreensiva por todo o caminho até a chegada ao hotel… :roll:

No fim das contas, esse incidente acabou mexendo com os meus instintos cariocas mais arraigados… Esses preconceitos que dizem que o carioca é malandro, o paulista é trabalhador, o baiano é preguiçoso, etc. não têm nada a ver, claro, mas nesse dia eu usei o argumento a meu favor - pois então o cara estava achando que ia ser mais malandro do que a carioca aqui?!? Ah, mas não ia mesmo… :lol: 8) :P