Archive for the ‘Buenos Aires’ Category

Um roteiro de cafés da manhã em Buenos Aires

setembro 3, 2008

Muitas vezes, quando eu sugiro a alguém aqui no blog que alugue um apartamento, a pessoa me diz assim: “Mas eu não quero passar as minhas férias cozinhando e lavando louça!!!” Bom, nem eu, em sã consciência, iria sugerir uma barbaridade dessas… 😉 Quando pensei em alugar o apê, não estava pretendendo perder nem um milésimo de segundo das férias com atividades domésticas “evitáveis” – mas não dá pra fugir de jogar o lixo fora, né?

Quando falamos de uma cidade como Buenos Aires, preparar qualquer refeição, inclusive o café da manhã, é uma atividade doméstica da categoria “evitável” – afinal, estamos falando da cidade sul-americana mais bem servida de cafés, confeitarias e similares!!! Nas 7 manhãs que passamos na cidade, poderíamos ter tomado o nosso café cada dia em um lugar diferente, e sempre perto de casa – só repetimos por escolha própria.

Uma dica que seguimos foi o Café del Pilar, na esquina da Junín com Gral.Las Heras, descoberto pela Emília e endossado pelo Alexandre:

O ambiente do café é uma graça:

E pode-se escolher entre vários tipos de café da manhã, todos igualmente apetitosos. Normalmente consistem de café com leite (que pode ser trocado por café puro ou chá), medialunas (semelhantes aos croissants) e tostadas:

No dia seguinte resolvemos experimentar algum lugar que aparecesse no caminho entre o nosso apê e a Ateneo Grand Splendid – caso nada nos agradasse, bastava seguir direto para o café da livraria… 😉 Encontramos um lugarzinho simpaticíssimo bem ao lado, na própria Avenida Santa Fe, o Buenos Aires Grill – que serve um café da manhã delicioso:

Eu não gosto de café com leite, e sempre peço para que substituam o meu por alguma outra coisa. Nesse dia não precisei – uma das opções trazia um belo cappuccino!

Um dos meus cafés favoritos em Buenos Aires, a partir desta última viagem, foi o Café de la Rambla, na esquina da Posadas com a Ayacucho. Eu não o conhecia antes e foi uma descoberta totalmente por acaso. Como eu freqüentei Buenos Aires tanto tempo sem saber da existência do chocolate caliente do La Rambla, muy fuerte, feito, como gentilmente me explicou o garçom, com uma barra de chocolate amargo e outra ao leite?!? 8)

E o lugar em si, não é absolutamente lindo?!?

Arriscamos mais uma novidade no outro dia… Afinal, não tem graça só seguir as dicas, né? É preciso arriscar um pouquinho para descobrir umas pérolas e poder passar a dica adiante… 😉 E o achado da vez foi a Confitería Québec, na Avenida Callao:

O lugar é relativamente pequeno, há poucas mesas, mas tudo é delicioso…

Um lugar onde fomos apenas à tarde, mas que não deixa de ser uma opção para o café da manhã, é o Café La Biela:

É um fato que os preços lá são proporcionais à fama do lugar, mas vale experimentar…

Café Tortoni – modo de usar:

Um outro lugar que é super turístico, mas que eu simplesmente AMO e onde não deixo de ir nunca, principalmente quando faz frio, é o Café Tortoni, na Avenida de Mayo:

Não deixo de ir nunca porque não me importo que o Tortoni seja turístico. Isso não me faz diferença… O que me importa é que, seja turístico o quanto for, ele nunca vai deixar de ser um dos cafés mais lindos onde eu já fui, onde tomo os chocolates quentes mais deliciosos que existem, e que, além disso, está situado na avenida que tem a arquitetura mais bela de toda Buenos Aires.

Agora, não acho que ninguém tenha que ficar em fila na porta nem agüentar mau humor ou mau serviço no Tortoni, não – e nem contar apenas com a sorte para evitar esses dissabores… Eu acredito que o Tortoni tem um jeito certo de usar. Posso até estar enganada, mas comigo sempre deu certo. A dica é ir sempre na contramão do fluxo… Por exemplo, se tiver fila na porta, siga adiante, e deixe pra voltar outro dia. O ideal é que a entrada do Tortoni esteja assim:

Eu gosto de ir pela manhã, de preferência no meio da manhã, quando a maior parte dos portenhos já está no trabalho e os turistas ainda não chegaram. Dessa vez, entrei no café às 09:30 h e estava até mais vazio do que eu esperava:

Logo fomos atendidas e pedimos nosso café da manhã. Eu, claro, pedi o meu velho conhecido, o chocolate espeso, um dos meus favoritos. Os outros são o submarino (aquele da barrinha de chocolate no leite fervente) e o chocolate con cognac, que eu reservo para aqueles dias de frio absurdo… O chocolate espeso é misturado pelo próprio cliente, na mesa, na medida em que preferir – o chocolate derretido vem em uma jarrinha à parte, e é daqueles que povoam os sonhos de todo chocólatra… 😆

Quando saímos, mais ou menos uma hora depois, o café já estava um pouco mais cheio, mas nada lembrava a multidão que se aglomera por lá nos fins de tarde:

Acho que vale a pena, mesmo para quem esteve lá e não gostou, dar uma nova chance. É turístico, sim, mas acima de tudo, é histórico, é parte da tradição da cidade. Ah, sim, mas acho que não vale a pena provar os churros, não, Ok? Pelo menos se vocês, como eu, gostarem dos que são recheados com doce de leite. É que, na terra do melhor doce de leite do mundo, os churros não têm recheio… 😦

Meu primeiro endereço portenho

agosto 7, 2008

Sim, esse é apenas o primeiro! 🙂 Alugar um apartamento foi uma experiência tão positiva – como eu já esperava que seria, pelas histórias que vinha colecionando – que não consigo mais me imaginar hospedada em um hotel em Buenos Aires. Claro, eu posso abrir uma exceção para o Alvear… 😆

Eu pretendia ter tido essa experiência mais cedo… Já tinha até mesmo reservado um apartamento para a época do Carnaval. Era um studiozinho simpático, a um precinho ainda mais simpático: US$ 200 a semana. (Aos que se interessarem: o preço no site já é US$ 250!) Mas não pude viajar na época que pretendia e, para uma nova data, nada melhor do que um novo endereço – de modo que a minha estréia como habitante temporária em terras portenhas foi mesmo nessa preciosidade aqui

O apartamento foi um achado: comecei a procurar com 2 meses de antecedência apenas, quando o ideal é começar a buscar vários meses antes, para ter acesso aos apartamentos com melhor relação custo-benefício, que são, logicamente, os primeiros a serem alugados.

O processo é todo muito simples. Primeiro, escolhemos o apartamento no site da BytArgentina. Daí temos que esperar a confirmação de disponibilidade. Uma vez confirmada, paga-se uma taxa de reserva de US$ 45, via cartão de crédito, que não é reembolsada em caso de cancelamento. O aluguel só é pago na chegada, em dólares cash, assim como o depósito de igual valor, que é devolvido pelo proprietário na saída.

Aqui vão então algumas fotos da nossa “casinha”, começando pela sala:

A sala me impressionou pelo tamanho – enorme para um apartamento de apenas um quarto!

Por esse ângulo dá pra ver a porta de entrada do apartamento:

Nesse hall tem um daqueles armários, típicos de lugares frios, onde se guarda os casacos logo ao chegar da rua… 😉

A porta à esquerda, na segunda foto acima, leva à cozinha:

Tínhamos até uma mini-área, com um tanque, que ninguém se animou a usar… 😆

E a nossa geladeira oferecia mil e uma opções de entregas em domicílio, para um dia de chuva, ou da mais absoluta preguiça – mas também não pensamos em usar…

Seguimos então pelo corredor até o banheiro e o quarto – no corredor, temos mais armários, com roupas de cama e de banho extras:

Nada como um banheiro novinho, clarinho e decorado com bom gosto! 😉

E um quarto bem aquecido, com boas persianas (que faziam 8 horas da manhã parecer de madrugada…) e, mais uma vez, ótimos armários:

Nosso apartamento ficava localizado na Peña, quase na esquina com a Ayacucho, bem perto do hotel Ayacucho Palace. Era um apartamento de fundos, no 11o. andar, e a Peña é uma rua tranqüila, onde não passam ônibus. Melhor, impossível!!! (Bom, podia apenas ser um pouquinho mais perto do metrô… 😉 )

O saldo da experiência foi super positivo. A relação custo-benefício é espetacular. Pagamos, no total, US$ 380 pelo apartamento, incluindo a taxa de reserva, ou seja, pouco menos de US$ 50 a diária. Arrisco dizer que é IMPOSSÍVEL conseguir um hotel na Recoleta a esse preço, mesmo que os quartos sejam minúsculos. No hotel vizinho, as diárias são de 280 pesos argentinos para o quarto duplo, cerca de US$ 90… (Acabo de ver que o aluguel aqui já subiu de preço também – para US$ 385! Com a taxa de reserva, sai no total a US$ 430, ou pouco mais de US$ 61 a diária. Continua sendo um bom negócio, principalmente comparado aos hotéis, mas dá pra encontrar apês mais em conta – talvez apenas não sejam tão espaçosos)

Além disso, tudo o que o apê oferece em termos de conforto, espaço, localização, preço e privacidade, além da experiência inigualável de participar da vida cotidiana da cidade, mesmo que só por uma semaninha, torna a opção ainda mais atraente.

Acredito que um hotel seria uma escolha melhor só mesmo para aqueles que não abrem mão dos serviços (apesar de que o serviço de arrumadeira está incluído uma vez por semana no aluguel do apartamento, e pode-se contratar mais vezes, se for o caso), ou para aqueles que vão ficar tão pouco tempo na cidade que empregariam melhor o seu dinheiro em poucas diárias isoladas, em vez de uma semana de aluguel.

Ou talvez, quem sabe, para aqueles que não dispensam um belo café da manhã de hotel… Mas talvez esses eu consiga convencer com um tour pelos cafés onde desayunamos ao longo da nossa semana!!! 😀 (A seguir, em mais um capítulo dessa novela interminável em que se transformou o meu bloguito… )

Pedido: Pessoal, vocês que já alugaram apês em Bs.As., se incomodariam de deixar os links aqui nos comentários, para montarmos um mini banco de dados? Acho que isso faria a festa de quem está buscando apartamentos com recomendações – e eu incluiria, claro, os links para os posts em que vocês mostram os apês, no caso daqueles que têm os seus próprios blogs… 😉

Atualização – Mini banco de dados

Pessoal, aqui vai uma compilação de links e comentários para facilitar a vida daqueles que estão buscando informações sobre os apartamentos já alugados por freqüentadores aqui do blog:

1. O apê do Alexandre e da Graziella com comentários do Alexandre. Vale a pena ver também os posts sobre a viagem deles a Buenos Aires!

2. O apê da Emília e seus comentários. Os relatos da Emília sobre Buenos Aires também estão ótimos!

3. O apê grande da Sylvia na Recoleta, o apê pequenininho também na Recoleta e o apê em Palermo. Leiam também os comentários da Sylvita sobre eles!

4. O apê da Dani S. e seus comentários.

5. O apê da Mari, seus comentários e um post!

6. O apê no. 1 da Wanessa e o apê no. 2, com comentários.

7. O apê da Angela Bruno (que eu ia alugar e cancelei…), com comentários.

8. O apê no. 1 da Eliana, com comentários, e o apê no.2, também com comentários.

9. O apê da CarlaZ, com comentários.

10. O apê da Ana Luisa, com comentários.

11. O apê do Francisco, com comentários.

Buenos Aires – novas e antigas impressões

agosto 2, 2008

Pois é, eu vou interromper a novelinha peruana mais uma vez, agora porque não gostaria de perder o calor do momento para fazer certos comentários a respeito da semaninha que passei em Buenos Aires, de 19 a 26 de julho… Mas assim que eu terminar esses postzinhos, que serão curtos e poucos, volto com a parte final da novelinha, sobre os dias que passei em Lima.

Quanto a Buenos Aires, sempre que volto à cidade me pergunto: como é possível que cada vez mais eu deixe mais coisas por fazer? Eu pensava que com uma semana inteira daria conta de fazer muito do que queria, mas já estou achando que nem com um mês inteirinho isso vai ser possível…

De qualquer forma, tirei algumas conclusões básicas nesses dias que passei vibaneando – depois desenvolvo melhor os devaneios (“vibaneios”? 😆 )

1. Alugar um apartamento é mesmo uma ótima pedida – testei e aprovei! Se não for para ficar no Alvear, não quero mais saber de hotel por lá, não… 😀

2. A inflação está comendo solta na Argentina – ainda não pesa no nosso bolso porque o real está forte, mas já vemos os efeitos nos preços dos táxis, dos restaurantes, do cafezinho… 😦

3. O trânsito está infernal, e piora a cada dia! Coloquei na minha lista de prioridades, quando escolher um apartamento, a proximidade de uma estação de metrô.

4. A Librería El Ateneo Grand Splendid está a cada dia mais deliciosa – que tal uma happy hour com música ao vivo? 😀

5. Quem se hospeda em um apartamento na Recoleta não precisa fazer nem mesmo o café da manhã em casa. Dá pra montar todo um roteiro de cafés da manhã deliciosos sem repetir nem um dia – a não ser que se esbarre com um daqueles absolutamente maravilhosos…

6. Sempre foi e continua sendo possível ser feliz no Café Tortoni – mas tem um modo confortável “de usar”… Depois eu conto! 😉

7. Quem vai ver tango no Bar Sur dificilmente voltará a gostar de qualquer show de tango em outro lugar – nada como um pouquinho de interação e exclusividade para encantar a platéia!

8. San Telmo está a cada dia mais faceiro – há tapumes por todo lado, por conta das restaurações, mas o bairro está explodindo de tanta vitalidade. “San Telmo es el nuevo Palermo”, é o que se diz…

9. O Freddo continua maravilhoso, os Havanna são imbatíveis, a Bonafide segue me dando água na boca, os livros da Yenny estão sempre à minha espera e…

10. … não tem jeito! Por mais que eu tente, eu não consigo mesmo gostar de Palermo!!! Mas estou decidida a ir a pelo menos um restaurante a cada vez… 😳

Nos arredores de Buenos Aires

julho 22, 2007

A verdade é que eu sou uma pessoa bem pouco indicada para falar dos arredores de Buenos Aires… O passeio mais falado, indicado e cantado em prosa e verso é o tour ao Delta do Rio Tigre – um passeio que eu já fiz duas vezes e não gostei em nenhuma das duas… Da primeira vez, porque era inverno, e a forma mais eficaz de auto-congelamento disponível na Argentina é entrar em um catamarã e percorrer os riozinhos da região do Delta por mais de 2 horas em um mês de julho. Não recomendo a ninguém (ninguém mesmo!) seguir o meu exemplo… Na segunda vez, 10 anos depois, eu fui mais esperta, e resolvi fazer o passeio no verão – melhorou, e bastante, mas ainda não me convenceu… 😉

Ninguém precisa contratar um tour para ir ao Delta. É facílimo pegar um trem na Estação Retiro (a passagem custa menos de 1 peso!) e ir até a Estação Maipu, de onde parte o Tren de la Costa, o trem turístico (esse sim, mais caro, cerca de 6 pesos) que faz a ligação entre a Capital Federal propriamente dita e a província de Buenos Aires.

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A viagem em si é uma parte bem interessante do passeio – é divertido ver as casas super elegantes dos bairros mais afastados, como Olivos e San Isidro. A estação de San Isidro, aliás, é uma boa aposta de pausa na viagem – vale a pena descer do trem para dar uma volta por ali, nem que seja apenas para tomar um café e seguir no próximo trem…

Chegando a Tigre propriamente dita, o passeio mais comum é tomar um catamarã para fazer o circuito dos riozinhos que se entrelaçam, e onde as pessoas têm um estilo totalmente peculiar de viver. Os rios aqui funcionam como ruas, as pessoas têm barcos ao invés de carros, e pequenos piers no lugar de garagens. A região é muito bonita, as casas em geral são bem elegantes – e acho que estou conseguindo até vender o passeio para mim mesma… 😉

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Mas eu realmente não acho que valha a pena perder um dia de estada em Buenos Aires para ir ao Tigre, ao menos não se você só dispõe de 4 ou 5… Talvez se você estiver indo à cidade pela 3a. ou 4a. vez, ou se for um fanático por rios, barcos e clubes de pesca…

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Eu, que não me convenço de nada com muita facilidade, nem mesmo de que eu possa simplesmente não gostar de um lugar, pretendo voltar ao Delta e fazer um passeio do meu jeito. A primeira coisa que vou fazer é ignorar os passeios de barco. Ah, e vou ignorar o Parque de la Costa também, claro… Vou então caminhar pela cidadezinha de Tigre – seguindo alguns circuitos propostos no site da cidade ou apenas flanando mesmo… Vou visitar o Museo Naval, onde há aviões de guerra expostos no pátio, o edifício do antigo Hotel Tigre, o Puerto de Frutos, o Club de Remo – enfim, vou passear por ali como faço em Bs.As., e dessa vez, pretendo gostar… 😉

Outras idéias para passar o dia fora do ritmo da Capital – mas que eu nunca botei em prática, ainda estou devendo – são passar um dia em San Isidro, visitar La Plata (capital da província de Buenos Aires), ou até mesmo fazer aquele bate-e-volta tradicional a Colonia del Sacramento, no Uruguai…

Aliás, (estava tentando abrir o site desde que comecei a escrever o post, finalmente consegui!) na Viagem e Turismo deste mês há uma reportagem bem bacana sobre San Isidro, um texto ótimo sobre visões opostas do Delta e 10 dicas de escapadas a partir de Buenos Aires. Vale conferir!

Bosques de Palermo

julho 11, 2007

Todo porteño tem o seu dia de nova-iorquino – e costuma ser o domingo, quando a população da cidade se dirige em peso aos Bosques de Palermo, o Central Park deles… 😉 Eu, para fugir do movimento, prefiro ir aos parques em um dia de semana, para aproveitar melhor a tranqüilidade…

Um bom começo é o Jardín Botánico. Sem entrar (muito) no mérito das comparações, falta um pouco do charme imperial do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, mas o passeio aqui não é menos agradável por isso…

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Dali pode-se seguir direto para o Jardín Zoológico, que fica bem pertinho. Mas eu prefiro tomar um táxi e seguir para o Jardín Japonés, o meu recanto favorito. O jardim foi um presente da comunidade japonesa à cidade de Buenos Aires, e é uma tranqüilidade só, uma delícia!

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Ah, quase me esqueço que esse lago tem habitantes muito interessantes – as carpas superalimentadas do Jardín Japonés… 😉

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Saindo do Jardín Japonés, basta dar a volta no quarteirão e atravessar a Avenida Sarmiento para chegar ao Parque 3 de Febrero, na parte conhecida como El Rosedal:

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Em um lugar tão cheio de recantos especiais, o mais especial pra mim é o Patio Andaluz:

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Dependendo da hora em que se termine o passeio pelo parque, uma boa idéia é escolher um dos restaurantes de Las Cañitas ou Palermo para almoçar. E, quem sabe, um sorvetinho na Persicco para a sobremesa… 😉

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Tango, tango, tango…

julho 9, 2007

Eu já contei uma vez sobre a minha antiga relutância quanto aos shows de tango… Demorei 7 anos para ir assistir a um – e fui, praticamente arrastada, ao Señor Tango, na minha opinião a pior escolha que alguém pode fazer se quiser ir a um show de tango em Buenos Aires… 😛 O Señor Tango é uma das casas de tango mais freqüentadas pelos turistas, mas o espetáculo não foi do meu agrado, não… Falando primeiro dos pontos positivos, o lugar é muito bonito, o espetáculo é grandioso, os bailarinos e músicos são muito bons, mas no todo o show é hollywoodiano demais, e resvala sem dó para o brega… Ah, isso sem contar a hora em que os cavalos adentram o palco – cavalos em show de tango eu achei meio exagerado… 🙄

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Na minha segunda tentativa, eu assisti ao show de tango mais apaixonante do mundo: o do El Viejo Almacén. O lugar é minúsculo, o conforto é pouco, mas o espetáculo é poderoso – os bailarinos e músicos são estupendos e a própria proximidade da platéia com o palco aumenta a emoção…

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Atualizando: Eu fui ao Viejo Almacén em abril de 2004 – infelizmente, parece que no período de lá para cá (novembro de 2007) muita coisa mudou

Um outro show interessante foi o do Piazzolla Tango. O Piazzolla tem uma vantagem indiscutível sobre as outras casas de tango: fica localizado em plena Florida, na Galería Güemes, o que, para mim, tem um encanto todo especial… Li um conto do Julio Cortázar chamado “El otro cielo”, no qual o personagem principal, ao cruzar a Galería Güemes, em Buenos Aires, saía na Galerie Vivienne, em Paris… Claro que eu faço questão de atravessar a galeria todas as vezes, mas ainda não tive a sorte de sair em Paris, não… 😉 Além dessa atmosfera mágica, o Piazzolla tem a seu favor um teatro lindíssimo, e a coragem de basear um espetáculo de tango praticamente inteiro na obra de Astor Piazzolla, tantas vezes relegado a segundo plano pelos puristas do tango… 

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Uma dica: se você se interessar por um dos shows, não perca o seu tempo com os jantares das casas de tango – não valem a metade do preço que se paga. Uma boa idéia é ir apenas assistir ao show, tomar uma taça de vinho e depois sair para jantar em um restaurante à sua escolha. O jantar será melhor para o seu paladar e também para o seu bolso – eu garanto! Ah, sim, e até onde já verifiquei, os ingressos são mesmo mais baratos com os guias das agências de turismo do que diretamente no teatro. Isso significa que, mesmo que você viaje por conta própria, certamente alguém na recepção do seu hotel poderá indicar um guia para te vender ingressos a preços bem melhores que os da bilheteria…  

Duas opções que eu ainda não conferi – já que sou novata no terreno do tango – são o Bar Sur e o Café Tortoni, considerados uma experiência mais “autêntica” do que os grandes shows… Esse ano eu pretendia ir ao Tortoni, mas não resisti à idéia de ir assistir à Tanguera, o musical do Teatro El Nacional, e aí achei que era tango demais para uma Carla só…

San Telmo e La Boca

julho 9, 2007

Uma volta pelos pontos de visita mais típicos de Buenos Aires obrigatoriamente inclui o bairro de La Boca, onde viviam os imigrantes italianos e, em especial, o Caminito. Esse é um passeio que nunca fiz a pé – não me sinto segura para andar pelo bairro, a não ser nas ruas mais turísticas. Minha sugestão é tomar um táxi e ir direto ao Caminito, de preferência logo cedo, enquanto os ônibus turísticos ainda estão nas redondezas da Plaza de Mayo… 😉 O táxi vai te deixar bem aqui:

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Nessa região, é interessante tentar ignorar os souvenirs das lojinhas (que são caros e não valem a pena, de qualquer forma) e procurar imaginar como viviam os imigrantes nas construções de chapa colorida. Algumas das lojas são antigos conventillos (cortiços) restaurados, com um pátio principal que servia de área comum ao habitantes do local, onde as mulheres se reuniam para lavar a roupa e as crianças brincavam…

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Se for um domingo, a melhor pedida é tomar outro táxi e partir para a Plaza Dorrego, para a Feria de San Telmo, uma feirinha de antigüidades super bacana. Tem muita bugiganga por lá, mas também dá pra descolar um ou outro objeto bem interessante…

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Continuando o passeio, agora acho que dá pra seguir a pé, não fica muito longe… A idéia é seguir pela Calle Defensa até a Iglesia de Santo Domingo, que fica bem na esquina com a Avenida Belgrano. Essa igreja nem é muito conhecida, mas tem uma história bem curiosa. Ela foi o último ponto de resistência dos argentinos durante a invasão inglesa no século XIX – por esse motivo a rua se chama Defensa, ou seja, defesa. Da Avenida Rivadavia em diante, todas as ruas trocam de nome, e a Calle Defensa se transforma em Reconquista, pois toda essa região teve que ser retomada dos ingleses…

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Uma das torres ainda guarda as marcas das balas dos ingleses – e no interior da igreja estão as bandeiras inglesas que foram capturadas durante as batalhas! No pátio há um monumento a Belgrano, onde estão os restos mortais do general.

Seguindo pela Defensa, vale fazer um desvio na Calle Moreno à esquerda, por 2 quadras, para conhecer a Manzana de las Luces, um quarteirão todo restaurado e preservado. É uma idéia interessante dar a volta no quarteirão para observar a arquitetura. Caminhando mais uma quadra, estamos de volta à Plaza de Mayo – ponto bem central de Buenos Aires, e que pode servir de ponto de partida para outros roteiros. Ainda tenho várias outras sugestões – me aguardem! 😉

Do Puerto Madero ao Teatro Colón

julho 7, 2007

Um outro roteiro de caminhada interessante pode começar no Puerto Madero. Não acho muito agradável passar muito tempo passeando pelo Puerto Madero em si – os edifícios são todos muito parecidos, no verão faz um calor daqueles e no inverno sopra um vento danado. Além disso, os restaurantes de lá mais prometem do que cumprem – salvam-se uns poucos, mas a maioria deixa um pouco a desejar… 

O que eu gosto de fazer é visitar os buques-museo (barcos-museu) – pode-se escolher entre a Corbeta Uruguay (que fica mais pros lados do Casino) e a Fragata Sarmiento (mais próxima aos últimos diques).  É um passeio super divertido, mas não é muito conhecido. As duas embarcações pertencem à Marinha Argentina e depois de desativadas foram reestruturadas para funcionar como museus. As visitas custam baratinho, coisa de 2 pesos, e pode-se andar pelo barco todo: convés, alojamentos, até na casa de máquinas se alguém se interessar! Isso sem falar na vista linda que se tem do Puerto Madero a partir dos barcos:

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Feita a visita, dá tempo de tomar um sorvetinho no Freddo antes de prosseguir – já viram que eu sou viciada, né? Depois é só escolher por qual rua subir até a Avenida 9 de Julio: Córdoba, Viamonte, Tucumán, Lavalle, Corrientes? A verdade é que  qualquer uma delas serve. A minha sugestão – totalmente subjetiva! – é escolher a Corrientes, por duas razões…

A primeira é essa aqui:

Fito Paez pra mim é sinônimo das minhas andanças por Buenos Aires – se sigo pela Corrientes, na minha cabeça toca “El chico de la tapa ayer vendía flores en Corrientes…” Mas se sigo pela Córdoba, não tenho trilha sonora… (Obs: o que leva uma criatura a escrever um blog onde confessa essas sandices?!?) O outro motivo é mais sensato: subindo pela Corrientes, a visão do Obelisco da Av. 9 de Julio é bem mais impactante…

 023-avenida-nueve-de-julio-obelisco-220404.jpg Mancada: a minha foto não foi feita partir da Corrientes…

Além disso, já que vamos passar na porta, vale dar uma paradinha no Teatro El Nacional e comprar ingressos para o musical Tanguera, uma alternativa bem interessante aos shows de tango tradicionais. Tanguera não é um show de tango – é uma peça de teatro musical que conta a história do tango a partir de uma história de amor. O estilo é Broadway total, mas é muito bonito – e os ingressos custam em média 65 pesos em ótimos lugares. Ah, e ao lado do teatro há uma lojinha da Bonafide onde se pode parar pra tomar um espresso e comprar uns chocolatinhos… Convenci a todos? 😉

Dobrando à direita na 9 de Julio, já estamos próximos ao Teatro. Aliás, sabem aquela informação que todo guia de city-tour adora dar a respeito de Buenos Aires, de que a Avenida 9 de Julio é a mais larga do mundo? Segundo um amigo dos meus pais, argentino, a informação não procede porque a 9 de Julio é composta por Carlos Pellegrini, 9 de Julio e Cerrito – são 3 ruas somadas, portanto. Só que ele não abre mão do título para Buenos Aires, não – apenas transfere a honra para a Avenida del Libertador… 8)

Um dos palácios mais imponentes de Buenos Aires é o Palacio de los Tribunales, já próximo à Plaza Lavalle:

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Na Plaza Lavalle, uma construção muito curiosa sempre chamou a minha atenção – um edifício todo híbrido, meio novo, meio antigo:

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Logo em seguida, avistamos o Teatro Colón:

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Até 2008, o teatro estará fechado para trabalhos de restauração. A temporada artística não foi suspensa, apenas transferida para outros locais. Infelizmente, um dos programas mais legais, a visita guiada ao teatro, só voltará a ser possível (obviamente) quando o teatro for reaberto. Vale a pena agendar uma visita em uma outra ocasião, para visitar as oficinas, ouvir as histórias dos bastidores, ver os figurinos antigos, testar a acústica mais famosa da América Latina…

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A visita custava 5 pesos – vamos ver depois da restauração! Vale a pena aproveitar a viagem para comprar ingressos para um concerto, ópera ou ballet!

Rumo à Recoleta

julho 3, 2007

Ok, ninguém precisa fazer o que eu e a minha amiga Cláudia fizemos na primeira vez em que estivemos em Buenos Aires:  fomos caminhando de Belgrano (o bairro pra lá de Palermo Hollywood, só pra situar), onde estávamos hospedadas, até a Recoleta, com direito a algumas paradas pelo caminho, para um sorvete de chocolate no Freddo ou umas vitrines na Avenida Santa Fé. (Aliás, alguém sabe que fim levou o sorvete de chocolate com cerejas do Freddo? Era o meu favorito, e nunca mais vi… 😥 )

Mas a Recoleta é um bom destino de caminhada para quem está hospedado no centro – e por centro eu quero dizer nas imediações da Plaza San Martin. (Sabem a implicância do Riq com as cadeiras de plástico? Pois é, sou eu com o centro de Buenos Aires…) Para ficar bem hospedado no centro eu acho necessário estar no cantinho direito do mapa, nas imediações da Plaza San Martin, de preferência antes da Lavalle e abaixo da Florida. Nessa região, se você puder bancar o Claridge, vale o investimento; se não, o Lafayette é uma excelente opção; e uma boa relação custo-benefício é a do Facón Grande.

Independente de onde você se hospedar, vale a pena vir à praça para experimentar o chá da tarde do Hotel Marriott Plaza, servido no restaurante La Brasserie. Infelizmente só tenho a foto do restaurante, e não do chá – sorry… O ambiente é lindo, o serviço é espetacular (não é buffet!) e o preço é inacreditável para os nossos padrões: quando estive lá em fevereiro, o chá completo custava 31 pesos, e era suficiente para 2 pessoas! 😀

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Mas, para começar a caminhada, vamos à Plaza San Martin:

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A torre lá no fundo hoje em dia oficialmente se chama “Torre Monumental”, mas ninguém usa esse nome mesmo… – essa é a Torre dos Ingleses, ou pelo menos era, até a Guerra das Malvinas… 😉

Aliás, aqui nessa praça, num cantinho meio escondido, fica o Monumento aos Mortos na Guerra das Malvinas – e mesmo quem conhece o Monumentos aos Mortos no Vietnam, em Washington D.C., fica impressionado…

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Da Plaza San Martin, um bom caminho é seguir pela Calle Esmeralda até a Arroyo e depois entrar na Cerrito, no ponto em que ficam situadas as Embaixadas da França e do Brasil:

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O palácio maravilhoso abaixo, com a bandeira do Brasil, não é a embaixada, mas a residência do embaixador – alguém por aí está procurando moradia bem localizada em Buenos Aires? 😉

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Chegando à Recoleta, vale uma passadinha na Calle Posadas 1515 para uma (ou duas, ou três) tradicional empanada argentina no El Sanjuanino – carne picante, queso con cebolla, ai, ai… O Shopping Patio Bullrich vale um passeio, principalmente por conta de uma filial da livraria Yenny que sempre tem ótimas promoções…

Tomamos então a Avenida Alvear, o centro das boutiques elegantérrimas de Buenos Aires, e endereço do meu hotel favorito – mas onde nunca me hospedei! – o Alvear. Daqui até a pracinha da Recoleta são 2 minutinhos de caminhada e nos deparamos com o Centro Cultural Recoleta / Shopping Buenos Aires Design:

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Vale visitar a Iglesia Nuestra Señora del Pilar, bem ao lado do cemitério:

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Aliás, por incrível que pareça, um local de agito na Recoleta (muvucado demais pro meu gosto…) é a esquina do Village Recoleta, Vicente López com Junín, bem atrás do muro do cemitério – mórbido, não?

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De resto, para complementar as andanças, sugiro que vocês façam uma visitinha à Mô, lá na Caverna da Morcega – as fotos dela estão um espetáculo!!!

Avenida de Mayo

junho 29, 2007

Um bom ponto para começar um roteiro básico por Buenos Aires é a Avenida de Mayo. Não apenas porque ela concentra alguns dos pontos turísticos de visita obrigatória, mas porque foi e é palco de grande parte da história da Argentina: Evita falando ao povo, as Mães da Praça de Maio, os panelaços…

Vale a pena dedicar um tempinho aos monumentos e construções históricas da praça, que tem bem mais a oferecer do que é possível dar conta nos 20 minutinhos que os city-tours costumam ficar por ali. Em uma das extremidades da praça, temos a Casa Rosada, sede do governo argentino: 

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Voltando as costas à Casa Rosada, um pouco adiante, à direita, está a Catedral Metropolitana:

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Na primeira vez em que fui a Buenos Aires, a fachada da Catedral estava sendo renovada, completamente coberta por tapumes… Demorei um tempo para vê-la assim como na foto, uma pena! Em compensação, desde a primeira visita costumo passar bastante tempo lá dentro, admirando o altar, a cúpula, o mosaico do chão…

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Uma vez tive a sorte de ver a troca da guarda na Tumba de San Martin desde o começo: acompanhei a marcha dos granaderos desde a praça até a entrada na Catedral… A Tumba de San Martin fica, na verdade, em um anexo da Catedral – como o Libertador era ateu, não poderia ser enterrado em solo sagrado… Até por causa desse fator, acho que a cerimônia ficou ainda mais bonita, se tornou um verdadeiro tributo à memória do general. 

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Saindo da Catedral, logo se avista o Museo Cabildo:

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À esquerda do Cabildo, está a Av. Diagonal Sur; à direita, a Diagonal Norte:

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Mas vamos seguir pela Avenida de Mayo… Bem próxima à praça, está a estação Peru da Linha A do Subte, forma abreviada de Subterráneo, o metrô portenho. Inaugurada em 1913, a estação preserva suas características originais, e é uma verdadeira viagem no tempo…

Ao longo da Avenida de Mayo é uma tentação caminhar olhando para o alto, admirando a bela arquitetura de inspiração francesa – com um pouco de cuidado, vale a pena cair em tentação… 😉

E, já que o assunto é tentação, no número 825 da Avenida de Mayo está situado um verdadeiro templo delas, o Café Tortoni. Café tradicional, freqüentado por Carlos Gardel e Jorge Luis Borges, entre outros, o Tortoni é também uma boa opção – e bem em conta – aos tradicionais shows de tango. Gosto de ir lá à tarde, para lanchar, e sou fã ardorosa do chocolate espeso, o paraíso na Terra para qualquer chocólatra: é um chocolate quente que vem separadinho, uma chaleirinha de leite fervente e um bule de chocolate derretido bem cremoso; daí é só dosar na xícara de acordo com o gosto de cada um. Não sou muito fã de leite (por isso não curto muito os tradicionais submarinos – barrinhas de chocolate derretido no leite fervente), mas de chocolate… 😉

Saindo do Tortoni, dá para seguir a pé na direção da Plaza del Congreso, embora seja um pouquinho distante. Mas se bater uma preguicinha de caminhar, vale pegar um táxi – afinal, não sei se há lugar no mundo onde seja tão barato andar de táxi… Mas a caminhada não é sem atrativos, não! Vale muito a pena observar a arquitetura da avenida para descobrir umas pérolas assim:

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E finalmente o Pensador nos dá as boas-vindas à Plaza Lorea:

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Logo adiante, chegamos ao ponto final da nossa caminhada, a Plaza del Congreso:

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Uma outra idéia seria deixar o Café Tortoni para o final, para não correr o risco de desistir do restante da caminhada… 😆