Archive for the ‘Bolívia’ Category

Dicas da Bolívia – Balanço geral: Roteiro

dezembro 25, 2007

A idéia de visitar a Bolívia me acompanha desde que estive no Chile pela primeira vez, em setembro de 2000. Naquela ocasião, quando visitei os Geysers del Tatio, soube que estava a apenas 10 km da fronteira entre o Chile e a Bolívia – não tive a oportunidade de cruzar a fronteira, mas a distância insignificante aguçou a minha curiosidade…

Três anos mais tarde, quando fui a Corumbá, no Mato Grosso do Sul, tive a chance de cruzar a fronteira com a Bolívia inúmeras vezes, tanto de carro, para conhecer o free shop de Puerto Quijarro ou a igrejinha colonial e o píer de Puerto Suárez, quanto de barco, passeando pelo Rio Paraguai – e a curiosidade aumentou… 😉

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A igrejinha colonial de Puerto Suárez e o marco da divisa Brasil-Bolívia visto do Rio Paraguai

Quando surgiu a idéia desta viagem, o foco principal da nossa atenção era o Peru, não a Bolívia. Queríamos curtir o centro histórico de Cuzco, visitar as ruínas de Machu Picchu, conferir os restaurantes de Lima. Mas, com 15 dias de férias nas mãos e as lembranças de alguns programas da TV a cabo sobre o Lago Titicaca, o roteiro original começou a ser adaptado e a tomar a forma atual.

A princípio, o mais importante era inserir o lago no roteiro, fosse pelo lado peruano ou pelo boliviano. Analisando o mapa, o mais sensato parecia ser aproveitar a proximidade do lago com La Paz e a estrutura turística de Copacabana, até porque a distância de Lima a Puno, a cidade-base para os passeios pelo lado peruano do Titicaca, é bastante considerável.

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Mapa: Turisbus

E foi assim que começaram as pesquisas sobre a Bolívia. Se iríamos chegar por La Paz, teríamos que dedicar ao menos uns dias à cidade, e não partir para Copacabana de imediato – e assim começamos a descobrir a riqueza histórica e cultural das civilizações pré-incaicas e pré-colombianas, além de toda a beleza natural de um país que oferece montanhas, lagos gelados, selva amazônica, cidades históricas e desertos de sal, tudo em um só pacote… 😉

Infelizmente, o nosso período de férias, que parecia até generoso a princípio, começou a parecer escasso para dar conta de tantos atrativos! E foi então que decidimos ver o que fosse possível no pouco tempo que nos cabia na Bolívia, sem lamentações, mas sabendo que estávamos deixando várias e várias atrações para uma outra oportunidade.

Originalmente, o nosso roteiro já continha pouco tempo na Bolívia: eram 4 noites, distribuídas do seguinte modo:

  • 3 noites em La Paz: chegaríamos à cidade de madrugada, e teríamos 2 dias inteiros para visitar a cidade em si, o Valle de la Luna e o sítio arqueológico de Tiwanaku;
  • 1 noite em Copacabana: sairíamos de La Paz bem cedo para chegar à Copacabana ainda pela manhã, contando aproveitar a tarde para um passeio à Isla del Sol.

Pois bem: quase tudo correu como o planejado, exceto pelo fato de que o nosso vôo de ida para La Paz foi cancelado e perdemos o primeiro dia das férias… 😥 Tivemos então que rever as nossas prioridades: resolvemos sacrificar a ida a Tiwanaku e substituí-la por um city-tour por La Paz, para pelo menos tentar ter uma noção da cidade. Resumo da ópera? Parece que funcionou, mas preciso voltar a La Paz com mais calma e devo a mim mesma uma visita a Tiwanaku… 😉 Em Copacabana, tudo deu absolutamente certo!

No dia em que eu voltar à Bolívia – e eu espero que não demore! – quero dedicar uns 15 dias ao país, nada de 4 ou 5, apenas…

Para começar, talvez eu chegasse por Santa Cruz de la Sierra, para conhecer uma outra Bolívia, mais rica e moderna por conta do petróleo e do gás, mais envolvida em sua herança européia. Aproveitaria para visitar a região das missões. Dedicaria algum tempo às belezas naturais do Salar de Uyuni e suas lagunas multicolores. Visitaria a cidade de Potosí, grande produtora de prata na época colonial. Iria a Sucre, a capital constitucional da Bolívia, um importante centro cultural do país. Passaria ao menos um dia em Oruro, outra cidade de herança colonial. Voltaria a La Paz, dessa vez com tempo para ir a Tiwanaku. E provavelmente terminaria o périplo novamente em Copacabana, curtindo a vista maravilhosa do Lago Titicaca… 😀

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Dicas da Bolívia – Balanço Geral: Alimentação

dezembro 19, 2007

A Bolívia foi uma grande surpresa para mim no quesito alimentação. Por mero desconhecimento e um pouco de preconceito (assumo, né, fazer o quê…) eu não contava que a comida me agradasse muito – esperava temperos carregados e sabores “exóticos” no mau sentido… 😉

Pois bem, dou a mão à palmatória e a cara a tapa… 😆 A culinária boliviana me conquistou de imediato. É uma cozinha delicada, com base em uma enorme variedade de frutas, legumes, verduras e grãos – só de batatas eles produzem mais de 200 tipos diferentes!!! (Fiquei pensando nas nossas “batatas” – e similares – e não consegui sair do básico: batata inglesa, batata doce, batata baroa, aipim, inhame… Alguém sabe de outras mais? Será que temos tão pouca variedade assim?!? 😛 )

Mas é verdade que a minha amostragem foi bastante limitada… Passamos poucos dias no país, fizemos nossas refeições em bons restaurantes, evitamos comer na rua. Embora haja por toda La Paz uma quantidade imensa de barraquinhas vendendo empanadas e salteñas, e o cheirinho fosse delicioso, não confiei o suficiente na higiene para provar esses petiscos na rua, não…

Provei depois as empanadas bolivianas em uma lanchonete da Peatonal próxima à Plaza Murillo – e achei deliciosas! São completamente diferentes das argentinas e das chilenas: a massa é um pouco mais seca, mais crocante, e o formato mais arredondado; regulam em tamanho com as argentinas, e são menores que as chilenas; normalmente são assadas, como na Argentina, enquanto no Chile costuma-se fazer bastante a empanada frita; e o sabor mais comum é o queijo, enquanto na Argentina a empanada mais típica é a de carne. Enfim, acho que isso basta para dar início ao Tratado Portilho sobre as Empanadas… 😆

Os preços em geral também são bastante convidativos. Aqui vão alguns exemplos, em bolivianos (para converter rapidamente para real, basta dividir por 4):

  • 1 garrafa de água mineral (500 ml): 3b
  • 1 refrigerante em lata: 5b
  • Lanche de empanada com café ou chá: 5b
  • Jantar no Utama (La Paz), com sobremesa mas sem vinho: 94,50b
  • Almoço no Peña Colonial (Copacabana), sem sobremesa: 26,60b

img_0020.JPG img_0026.JPG Os maravilhosos lagostins do Utama… hummm!!!

img_1108.jpg img_1109.jpg O delicado spaghetti com truta do lago do Peña Colonial

Um dos restaurantes de que mais gostamos foi o Kota Kahuaña, do Hotel Rosario del Lago em Copacabana – mas desse não sei o preço, pois a nossa hospedagem incluía pensão completa.

img_1077.jpg img_1071.jpg O restaurante Kota Kahuaña…

11-food-8.jpg img_1073.jpg img_1074.jpg … e suas delícias de dar água na boca… 😉

Ainda volto com um balanço geral do roteiro e depois seguimos rumo ao Peru!!! 😀

Dicas da Bolívia – Balanço Geral: Hospedagem

dezembro 8, 2007

Montamos base em duas cidades da Bolívia: passamos 2 noites na capital La Paz e uma na pequena Copacabana. Dessa vez nem mesmo cotei o valor da hospedagem em agências de viagem aqui no Brasil. Nas minhas primeiras pesquisas pela Internet encontrei preços tão convidativos que decidi resolver tudo online, mesmo… 😉

La Paz é uma capital relativamente bem servida de hospedagem. Há hotéis para todos os gostos e bolsos. No site da Asia Rooms é possível ter uma idéia, analisando as diárias para quarto duplo dos hotéis 5 estrelas Europa (US$ 87), Presidente (US$81), Radisson (US$76) e Plaza (US$ 64).

Como a nossa proposta era de uma viagem mais econômica, optamos por escolher o nosso entre os hotéis mais básicos. Nesse quesito, o campeão em custo-charme-benefício foi o Hotel Residencial Rosario, onde deixamos nossos nomes em uma lista de espera que, infelizmente, não deu em nada… O Hotel Rosario virou então um projeto a ser concretizado em uma próxima vez… (Eu sei, ninguém mais agüenta as minhas lamentações sobre a falta de vagas no Rosario… Mas o que fazer? Virou uma cisma daquelas!)

Ficamos então no funcional Hotel Columbus, que nos serviu bastante bem, embora sem o charme do Rosario… (Pára de reclamar, Carla! 😀 )

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Já em Copacabana, o Hotel Rosario del Lago se revelou melhor do que a nossa expectativa – em termos de charme, bom serviço, excelente localização e um restaurante nota 10… Sem contar, claro, o preço absolutamente imbatível: US$ 41 o quarto duplo!

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No próximo post, vou fazer um balanço geral sobre alimentação na Bolívia! Em breve, espero… 😉

Dicas da Bolívia – Balanço Geral: Transporte

novembro 28, 2007

Antes de atravessar a fronteira Bolívia-Peru, acho que é chegada a hora de fazer um pequeno balanço da parte boliviana da viagem. Vamos começar pelos transportes:

1. Passagem aérea

Geograficamente falando, não há uma passagem aérea ideal para voar do Rio de Janeiro a La Paz – é simples assim. Se pudéssemos voltar no tempo, o vôo escolhido seria aquele que a Varig costumava oferecer, ligando o Galeão diretamente a El Alto… 😉

Partimos do princípio, então, de que a conexão seria inevitável – a questão era conseguir fazer a viagem com poucas conexões, em lugares não muito díspares (se possível!), por um bom preço e com uma companhia aérea confiável. Uma opção seria voar do Rio para Santa Cruz de la Sierra pela Gol e de lá para La Paz pela Aerosur. Uma outra opção seria voar pela Gol apenas do Rio para São Paulo e escolher o nosso vôo dentre os muitos (muito mais do que no Rio, de qualquer forma!) que partem de Guarulhos.

A opção escolhida foi a TACA. Voamos de São Paulo a Lima, e de lá voltamos para La Paz – geograficamente não é uma escolha muito sensata, mas tivemos duas razões para essa opção: uma tarifa excelente (US$ 589.00 para fazer São Paulo / La Paz // Cuzco / Lima / São Paulo) e a possibilidade de contar as milhas voadas no Fidelidade TAM.

2. Transporte público urbano

Com tão poucos dias de Bolívia, não tivemos muito tempo de experimentar o transporte público – e, a bem dizer, dificilmente teríamos vontade ou necessidade… As passagens de ônibus custam baratíssimo, cerca de 2 bolivianos, ou 50 centavos de real. Uma outra opção, que os brasileiros das grandes cidades nem estranham, são as vans. É engraçadíssimo – sempre vem um rapazinho de pé à porta do veículo (isso quando eles ainda têm porta, claro…), gritando o itinerário a plenos pulmões numa velocidade que torna qualquer palavra incompreensível mesmo para aqueles estrangeiros que estudaram espanhol a sério… 😀

3. Táxis

Você acha que o táxi em Buenos Aires é barato? Pois eu digo que é uma questão de ponto de vista… Eu também costumava achar o táxi portenho baratérrimo – ao menos até rodar uns 15 a 20 minutos de táxi, à noite, do Hotel Columbus ao Restaurante Utama e pagar meros 24 bolivianos, cerca de 6 reais…

4. Estradas

Tive pouco contato com as estradas bolivianas. Conheci a que leva até o Valle de la Luna, nos arredores de La Paz, e a que vai até Copacabana. Na saída de La Paz para Copacabana, alguns trechos estavam bem esburacados. Ainda assim, digo que tive uma boa surpresa com as estradas bolivianas, porque tinha lido em vários sites na Internet que as estradas na Bolívia quase nunca eram pavimentadas. Pelo que soube lá, todas as estradas que levam aos pontos turísticos agora estão pavimentadas, o que já representa um grande avanço para o turismo do país.

No próximo post faço um balanço geral da hospedagem – e espero cumprir a promessa em breve!!! 😉

Nossa Senhora de Copacabana

novembro 12, 2007

Acordamos no dia seguinte com um céu lindo, azulzinho, e um sol gostoso de inverno – um dia perfeito para passear por Copacabana!

A cidade de Copacabana é um centro de peregrinação para os devotos da Virgem Morena, mais conhecida pelos cariocas como Nossa Senhora de Copacabana, aquela mesmo da avenida… 😉 (Em tempo: a praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, recebeu esse nome porque uma imagem da Virgem de Copacabana foi encontrada enterrada na areia!) Os peregrinos vão em busca de proteção para suas casas e, principalmente, para seus veículos… Fomos então direto à Basílica de Copacabana para ver mais de perto um pouco dessas tradições bolivianas…

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Mais uma vez, uma pracinha boliviana me fez lembrar as nossas cidades do interior – deve ser pelo coreto… 😉

Em frente à Basílica, inúmeros vendedores oferecem suas mercadorias – são enfeites os mais variados para colocar no carro e/ou no barco, para simbolizar a proteção da Virgem de Copacabana. Há também amuletos de todos os tipos, e objetos em miniatura para cumprir uma tradição que eu achei demais… No dia 24 de janeiro, compra-se uma miniatura do que se deseja: uma casa, um carro, dinheiro, passagens aéreas, um diploma universitário… tem miniatura até de marido!!! 😆 E então é só pedir à Virgem que conceda o pedido – não é linda a tradição?

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Esse aqui é um carro enfeitado em homenagem à Nossa Senhora de Copacabana:

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Chegamos então à entrada principal da Basílica e caminhamos pelo enorme pátio até as portas principais:

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As portas da basílica são feitas em madeira entalhada, sempre contando uma história. Não perguntei, mas acredito que essa seja uma tradição boliviana – a igreja que visitei em Puerto Suárez, na fronteira da Bolívia com o Brasil (na altura de Corumbá) também tinha essas portas entalhadas:

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Depois da visita à basílica, visitamos os mercados de rua, semelhantes a feiras livres, onde se vende uma enorme variedade de grãos, batatas e… pipocas! A Bolívia é um grande produtor de milho – são espigas imensas, com grãos enormes – e eles têm espécies mais variadas do que nós… Daí que há também uma grande variedade de pipocas! 😉

Eu e as pipocas – ainda bem que a minha tia Célia teve a idéia de fazer essa foto, porque eu nem tinha pensado nisso!

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Terminado o passeio, fomos às compras! A Avenida 6 de Agosto é o centro comercial de Copacabana – passamos o restinho da manhã em meio ao artesanato boliviano – lindíssimo e baratérrimo!!! 😀

Aproveitamos também para escolher um restaurante para o almoço. Eu tinha algumas recomendações que tinha encontrado na Internet, mas caímos de amores pelo Restaurante Peña Colonial sem mesmo conferir se ele estava na lista. O que mais nos encantou foram as mesinhas ao ar livre – o que, sem dúvida, atraiu para o local todos os europeus presentes em Copacabana…

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Logo na entrada do restaurante, encontramos uma árvore muito especial, completamente florida – a flor verde, vermelha e amarela é a kantuta, a flor nacional da Bolívia, que tem as cores da bandeira!

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Pedi um spaghetti com truta que estava absolutamente maravilhoso – dá até saudade…

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Além de lindo e delicioso, o restaurante tem preços que só dá pra encontrar por lá mesmo… Nosso almoço, que consistiu de um prato de massa e um refrigerante para cada uma, muito bem preparado e servido, custou apenas 26.60 bolivianos  por pessoa, o equivalente a módicos R$ 6,85, com a gorjeta incluída… 😉

Fomos então para o hotel buscar nossa bagagem. Às 13:30 sairia o ônibus que nos levaria a Puno, nossa próxima parada. Apenas alguns quilômetros depois de Copacabana, chegamos então à fronteira Bolívia-Peru!

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Delícias do lago…

novembro 1, 2007

Hoje eu vou deixar a minha porção destemperada falar mais alto – em homenagem aos meninos… 😉

Emendamos o passeio à Isla del Sol com uma volta pelo centrinho de Copacabana, apenas para um rápido reconhecimento. Ao anoitecer começou a esfriar bastante – nessa altitude o sol faz toda a diferença, quando ele baixa é um frio de doer os ossos… Por isso fiquei bem satisfeita por não ter que sair do hotel para jantar, com o melhor restaurante de Copacabana, o Kota Kahuaña, bem ali à nossa disposição, no andar de baixo do hotel…

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O mais engraçado é que, quando contratei o pacote para Copacabana, não me deram a opção de escolher entre café da manhã, meia-pensão ou pensão completa. Tive uma surpresa daquelas ao descobrir que o preço mais do que em conta que estávamos pagando incluía também o almoço e o jantar!!! Normalmente eu não teria feito essa opção, porque me agrada escolher um restaurante diferente a cada refeição – e só repetir mesmo aqueles que mereçam de verdade… 😉

No almoço, por causa da pressa para seguir para a Isla del Sol, esqueci de levar a câmera… Uma pena, porque tomamos uma sopa de quinua deliciosa, seguida de um pejerrey também excelente. (Tive que pegar a foto aí embaixo emprestada… ) A quinua é um cereal tipicamente andino, usado basicamente para tudo em que se pode usar arroz – pode-se fazer refogado, em sopas, risotos e até doce!!!

11-food-8.jpg Atenção ao pãozinho da foto… É “pan de Copacabana”, uma massa levinha y muy sabrosa, dos deuses…

Breve parênteses: fiquei encantada com a delicadeza da cozinha boliviana – bom, para ser mais específica, a cozinha boliviana dos restaurantes que freqüentamos… 😉 Verdade seja dita que não me arrisquei a comer na rua, não… Mas eu esperava uma culinária mais pesada, e o que encontrei foi uma cozinha rica em sabores, cheia de peixes delicadíssimos, legumes variados, com temperinhos e condimentos sempre no ponto exato. Um pouquinho demais para os que preferem baby food (né, Sylvia?), mas uma festa para os mais ousados… 😀

À noite, resolvemos aproveitar com calma cada um dos pratos do nosso lauto jantar… Sim, o nosso jantar incluído no pacote era um jantar com entrada, prato principal e sobremesa! E nada de buffet, não – tudo escolhido bonitinho à la carte, como manda o figurino…

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Para começar, pãezinhos de Copacabana, uma saladinha e uma ótima sopa de cebola – esqueci da foto, gente, era a fome atrapalhando as idéias… Como prato principal, escolhi uma truta do lago, preparada com um molho pra lá de sensacional! Os ingredientes eram mostarda, alho, abacaxi, limão e alguns temperinhos – os legumes no vapor faziam um contraponto perfeito ao peixinho caliente…

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Pequeno momento dona-de-casa: repararam nos joguinhos americanos artesanais? Lindíssimos e baratéeeeerrimos… Trouxe um montão pra minha casa nova! 😀

De sobremesa, escolhi um tiramisu… Estava delicioso, mas agora fico pensando se não deveria ter escolhido algo com um pouco mais de chocolate derretido, só pra implicar com o Diogo e o Diego… 😆

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Para finalizar um trimate: uma mistura de camomila, anis e coca, típica da região, e ótima contra o soroche…

Isla del Sol

outubro 24, 2007

Não tivemos muito tempo de esquentar lugar no Kota Kahuaña Palace. Foi a conta de abandonar a bagagem no quarto, almoçar rapidinho e partir para o nosso primeiro passeio da cidade: uma visita à Isla del Sol.

A Isla del Sol e a Isla de la Luna são os passeios mais procurados por quem vai a Copacabana. A mais próxima da margem é a Isla del Sol, também a mais recomendada para quem não quer ou não pode fazer passeios que demandem mais esforço físico – na Isla del Sol pode-se escolher passeios mais leves ou mais puxados, mas não é preciso pernoitar para desfrutar das belezas da ilha. Por causa da minha coluna meio ferrada, eu me preocupei desde o início do planejamento em escolher apenas os passeios mais brandos – e deu super certo!

Em dois minutos de caminhada (literalmente!) chegamos ao pier onde estava atracado o nosso barco. E em pouco mais de meia hora de navegação chegamos ao nosso destino. Na foto abaixo, o nosso barco no pier da Isla del Sol:

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A primeira parte do passeio é uma leve caminhada – sobe-se alguns degraus, mas nada que chegue a tirar o fôlego… A paisagem é espetacular:

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Além da paisagem belíssima, a ilha também tem muita história a oferecer – são muitas as ruínas incas ao longo do caminho:

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Muitas vezes as ruínas têm uma localização mais do que estratégica – eu diria esplendorosa… 😉

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Após essa primeira parte do passeio, pode-se prosseguir por uma trilha que circunda a parte alta da ilha ou fazer a volta de barco. Eu preferi ser cautelosa e escolhi o barco –  não tive a vista do alto da ilha, mas a que tive não me decepcionou:

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Do outro lado da ilha, a maior atração é a Fonte da Juventude, onde se chega por essa escadaria – alguém se habilita?

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Na volta para Copacabana fomos premiados com uma paisagem incrível: a vista do Illimani, o cartão-postal da Bolívia, um gigante de mais de 6.400 m de altura. 

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Na foto não parece tão alto, né? É que o Lago Titicaca já está a quase 4.000 m de altitude…

Hotel Rosario del Lago

outubro 14, 2007

Eu tinha uma expectativa enorme em relação a tudo o que diz respeito ao Lago Titicaca. Não era apenas pelas lendas, que dizem que o primeiro Inka, Manco Kapac, veio de dentro do lago para fundar um império; também não era apenas pelos povos que ainda habitam as ilhas no meio do lago, nem apenas por ser aquele um lago navegável a quase 4.000 m de altitude.  A minha expectativa estava ligada a todos esses fatores e também a um outro, bem mais prosaico…

Em parte pela frustração de não ter conseguido me hospedar no Hotel Rosario La Paz, e em parte pela expectativa natural que um momento muito aguardado suscita, eu estava ansiosa para conhecer o  Hotel Rosario del Lago, nosso pouso em Kota Kahuaña, digo, Copacabana.

Atendendo a pedidos, explico: o nome Copacabana é uma corruptela do original aymara Kota Kahuaña, que significa “vista do lago”… 😉

Vamos então fazer um pequeno tour pelo hotel? Demos a sorte de chegar em um dia lindo, o céu estava completamente azul:

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Passemos então ao lobby – à direita, a escadinha leva ao Kota Kahuaña, um dos melhores restaurantes de Copacabana, situado dentro do hotel. (Depois eu conto mais sobre ele…)

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Seguindo pelo corredor, chegamos aos quartos:

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Este aqui era o nosso – AMEI as colchas e almofadas artesanais… 😀

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Mas o melhor ainda estava por vir… Que tal chegar até a janela e espiar a paisagem? 😉

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Copacabana, Princesinha do Lago…

outubro 9, 2007

Pouco mais de meia hora depois de atravessar o estreito de Tiquina, chegamos ao alto de um penhasco de onde pudemos ver Copacabana pela primeira vez: 

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Nesse primeiro dia, tivemos apenas impressões ligeiras da cidade, porque passamos a tarde em um passeio à Isla del Sol. Mas as impressões, mesmo superficiais, foram as melhores possíveis… 😉

Nessa foto que fiz na volta do passeio de barco, dá pra ver como era boa a localização do hotel onde nos hospedamos, o Rosario del Lago – é o predinho amarelo bem no meio da foto:

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À noitinha, saímos para uma primeira volta de reconhecimento pela cidade. Vimos o pôr-do-sol no lago… 

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… e demos um passeio pelas ruelinhas movimentadas dessa outra Copacabana… 😉

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A caminho de Copacabana…

outubro 3, 2007

A neve no primeiro trecho do caminho logo deu lugar às paisagens ensolaradas do Lago Titicaca. Cerca de 2 horas depois de  sair de La Paz chegamos ao ponto em que as margens do lago quase se encontram – o estreito de Tiquina:

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Mapa: Turismo Bolivia-Peru

Nesse ponto, a travessia do lago é feita de lancha – e, ao desembarcar, já se faz um controle de passaportes, pois Copacabana está muito próxima da fronteira com o Peru.

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Na plaquinha dá pra ver (dá?!) que o controle é feito pela Força Naval Boliviana – como a Bolívia perdeu há muitos anos a sua saída para o mar (que era na região do Deserto do Atacama, hoje parte do Chile), a Marinha Boliviana se concentra no Lago Titicaca – o lago navegável mais alto do mundo (claro… 😉 Já está ficando repetitiva essa história…)

No cartaz se percebe a importância que o país tem dado para a preservação do Titicaca – um verdadeiro santuário cultural e ecológico:

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E para matar a curiosidade sobre a plaquinha ao lado…

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São uns poucos minutos de travessia entre San Pablo de Tiquina, na margem mais próxima a La Paz, e San Pedro de Tiquina, na margem oposta.

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E logo chegamos ao outro lado:

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San Pedro de Tiquina é uma cidadezinha interiorana, com tudo a que as cidadezinhas interioranas têm direito, incluindo uma pracinha com coreto…

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Depois de uma breve pausa para tomar um café e esticar as pernas, voltamos ao nosso ônibus (coloridinho, claro, a cara da Bolívia… 😀 ), que tinha sido transportado desde a outra margem de balsa – e lavado no caminho!

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Mais uma horinha de viagem até Copacabana – mas agora sem perder de vista as paisagens divinas do Titicaca…