Archive for the ‘Montevidéu’ Category

Pegando a estrada

abril 20, 2007

Uma das cidades que eu mais tinha curiosidade de conhecer no Uruguai era Colonia del Sacramento. Há pouco mais de 10 anos, quando estive no país pela primeira vez, visitei apenas Montevidéu – dessa vez, ampliei os meus “domínios” para incluir Punta del Este e Colonia, mas confesso que Punta não tinha para mim a metade da sedução de Colonia… 😉

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A partir de Montevidéu, a estrada até Colonia tem pouco mais de 180 km. Me pareceu que a melhor alternativa para chegar até lá seria tomar um ônibus, já que de Colonia voltaríamos para Buenos Aires de catamarã, e assim não faria muito sentido alugar um carro.

Ainda em Montevidéu, tínhamos ido comprar nossas passagens no Terminal Tres Cruces – que boa surpresa! Eu esperando uma rodoviária comunzinha e dou de cara com um terminal super organizado, ainda com um shoppinzinho bem simpático no andar de cima – fiquei muito impressionada!

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A companhia que faz o trajeto Montevidéu-Colonia é a COT – e foi no guichê da COT que eu tive a segunda boa surpresa: cada passagem custou o equivalente a R$ 16,00…

A viagem dura cerca de 2h e meia, por uma ótima estrada que cruza campos e fazendas de gado. Ouvi muito dizer que o Uruguai tem 4 vacas para cada habitante – se é piada ou verdade, eu não saberia dizer… Mas a paisagem ao longo da estrada é bem parecida com essa aqui… 🙂

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Foto: Instituto Interamericano de Cooperación para la Agricultura 

Hasta luego, Montevideo…

abril 18, 2007

Último dia em Montevidéu, sol gostoso, céu azul – hora de uma caminhada sem compromisso pela rambla Mahatma Gandhi até a praia em Pocitos…

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No dia seguinte, levantamos acampamento rumo à cidade onde o Uruguai para sempre será português: Colonia del Sacramento.

Ciudad Vieja

abril 13, 2007

Foi na parte histórica da cidade que eu senti o peso de ser Carnaval… Sim, eu tinha ouvido dizer que Montevidéu fica vazia, que o comércio estaria quase todo fechado, mas não estava me importando muito – afinal, a intenção era passear, curtir as praças e a arquitetura. Sinceramente, eu estava pensando “quanto menos gente, melhor”! Bom, isso foi até chegar à Puerta de la Ciudadela… 😉

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A partir daí eu comecei a me importar. A Ciudad Vieja estava sem alma!!! Éramos praticamente os únicos pedestres pelas ruas – e que graça tem um bairro histórico desabitado? Na Plaza Matriz (o nome mesmo é Plaza Constitución – mas, de novo, ninguém usa…) não havia praticamente ninguém…

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Acabei me distraindo com as fachadas dos edifícios: me encantei com uma que só depois descobri que era a do Hotel Uruguay…

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A própria Iglesia Matriz… 

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A Peatonal Sarandi estava às moscas – ou melhor, nem as moscas deram as caras por lá…

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Ao longo da longa avenida… (II)

abril 11, 2007

Caminhando pela Avenida 18 de Julio, chegamos então à Plaza Independencia, a principal de Montevidéu, que separa o centro da cidade do bairro histórico, a Ciudad Vieja.  Ao redor da praça estão algumas das construções mais significativas da cidade, como o Palacio Estevez, que foi sede do governo até 1985:

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Bem no centro da praça está o Monumento Mausoleo a Artigas, erguido em homenagem ao General José Gervasio Artigas, herói da independência uruguaia. Como já está explícito no nome, não se trata apenas de uma estátua – sob o monumento se encontram os restos mortais do general.

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Já mais próximo à entrada da Ciudad Vieja está o Teatro Solís, fundado em 1856 e até hoje o mais importante do país, tendo recebido estrelas do porte de Enrico Caruso e Sarah Bernhardt:

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Finalmente, a vista do Palacio Salvo, do outro lado da praça, na esquina com a Avenida 18 de Julio. Inaugurado em 1928, o Palacio Salvo, com seus 26 andares de altura, símbolo da prosperidade uruguaia no início do século XX, foi por muitos anos o mais alto de toda a América do Sul…

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Ao longo da longa avenida… (I)

abril 9, 2007

Começamos o dia seguinte com planos para uma bela caminhada pelo centro de Montevidéu. Quase todo o comércio estava fechado por conta do Carnaval – assim, a idéia era aproveitar a calmaria da Avenida 18 de Julio para curtir o caminho, as praças, a arquitetura…

Nosso ponto de partida foi a Plaza Cagancha, uma praça cercada de hotéis por todos os lados, um ponto nobre do centro de Montevidéu:

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Ao longo da avenida, os edifícios antigos se sucedem, lindos e bem conservados:

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Poucas quadras adiante, uma nova pausa na Plaza del Entrevero – o nome oficial da praça é Plaza Fabini, mas quem disse que alguém usa? 😉

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Ah, que saudade da Patricia!

abril 5, 2007

Na caixa de comentários do post anterior, o Marcio sugeriu que uma tarde no Mercado del Puerto é um ótimo programa, principalmente em boa companhia! Por boa companhia, aqui, entenda-se carnes uruguaias deliciosas e boas cervejas nacionais… 😉 O Marcio citou a Norteña e a Pilsen, e eu agora acrescento a minha eleita, a Patricia:

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Ainda assim, faço um pequeno parêntesis para dizer que não sou muito de beber cerveja… E, para ser fiel a mim mesma, teria que mudar o título do post e dizer que eu sinto saudades mesmo é do Pascual… 😉

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Mercado del Puerto

abril 2, 2007

¡Bienvenidos al Mercado del Puerto!

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Saímos do Parque Rodó já bem na hora do almoço e decidimos pegar um táxi diretamente para o point mais badalado para um almoço de domingo em Montevidéu – o Mercado del Puerto. Meu único receio era que, por estarmos em pleno domingo de Carnaval, o Mercado não estivesse funcionando a todo vapor e frustrasse minhas expectativas. 

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Felizmente, meu receio era infundado. Quando chegamos, o Mercado estava animadíssimo – em parte, admito, por causa da presença maciça dos brasileiros que decidiram dar uma chance a Montevidéu como destino de Carnaval. Cheguei a ver um jornal local estampando a manchete “Huyendo de la bagunça”… 😉   (Tentei encontrar o artigo online, mas acho que não está disponível – era um texto muito simpático aos visitantes que preferiram fugir da “bagunça” aproveitando o sossego da capital uruguaia.)

O Mercado oferece várias opções de restaurantes, a preços bastante razoáveis, principalmente para nós em tempos de real forte. Imagino que almoçar em um dos restaurantes do interior do Mercado seja uma boa idéia em um dia mais fresco…

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Como era um dia de sol quente, nos decidimos pela varanda do El Peregrino. Foi um tiro no escuro – mas acabei acertando na mosca, tanto pelo ambiente quanto pela qualidade da comida. Provamos um bife de lomo estupendo… mas a fome era tanta que até esqueci de fazer uma foto!!! Fiquei só na foto da varanda mesmo… 😉

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Ah, sim, esqueci de dizer que o Mercado também tem a sua feirinha – não fosse o domingo o Dia Universal das Feirinhas… 😉

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As legítimas…

março 31, 2007

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As nossas antiqüíssimas Havaianas há tempos deram uma boa repaginada e, especialmente as “brasileirinhas”, viraram um acessório descolado, cobiçado (e inflacionado!) não só por aqui, mas também em outras praias…

Imagino que foi principalmente devido ao fator “preço inflacionado” que tive a oportunidade de conhecer a resposta uruguaia ao nosso produto nacional – as legítimas… (Tchan, tchan, tchan, tchan!!!)

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Sim, as legítimas Ballena, com direito a bandeirinha do Brasil e tudo… 😉 Será que não deformam nem soltam as tiras? (Alguém mais se lembra disso?!? Ai, eu tou ficando velha mesmo…)

Ah, sim, elas são facilmente encontradas todos os domingos, na feirinha do Parque Rodó… 🙂

Parque Rodó

março 30, 2007

O domingo é um ótimo dia para turistar em Montevidéu – é quando tudo acontece, ao menos para uma pessoa matinal como eu… 🙂 Os parques, lindos, atraem tanta gente (ou mais!) do que as praias; as feirinhas de artesanato, antigüidades e bugigangas estão por toda parte; e o Mercado del Puerto fervilha…

Começamos o domingo pelo Parque Rodó, que fica apenas a uns 15 minutinhos de caminhada do hotel, seguindo pelo Boulevard Artigas. (Para ver um mapa completo de Montevidéu, clique aqui.)

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O parque é um lugar delicioso para caminhar, relaxar ou apenas aproveitar a brisa fresca que sopra na cidade o dia inteiro. Montevidéu é a capital mais meridional das Américas, e está completamente desprotegida do vento que chega direto da Antártida – no verão, a brisa fresca é uma delícia; no inverno, em compensação, a “massa polar” deixa qualquer um congelado… 😛

Voltando ao parque, quem quiser também pode dar umas voltas de barquinho no lago:

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Mas daí a chamar esses “pedalinhos” de “atrações náuticas” já é um pouquinho de exagero, né? 😉

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Momento cinema…

março 27, 2007

Desde que eu vi o filme “Smoke” (em português, “Cortina de fumaça”), eu tenho uma idéia meio fixa – e daquelas bem malucas… No filme, o personagem do Harvey Keitel é o dono de uma tabacaria que, todos os dias, tira uma foto da rua, sempre no mesmo ângulo. Ele tem um álbum com as tais fotos e, por incrível que pareça, elas não são iguais… As fotos mudam de acordo com as pessoas fotografadas, o clima, a estação do ano…

Pois bem: resolvi experimentar com a paisagem da minha janela no Cala di Volpe. Não consegui fazer as fotos exatamente no mesmo ângulo todas as vezes, mas gostei bastante do resultado!

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A primeira foto é da tarde em que cheguei a Montevidéu – o tempo estava nublado, fazia até um pouco de frio; as outras duas são das manhãs seguintes – mesmo com o dia claro e o céu azul, as paisagens são diferentes…

Conclusão: ainda bem que não fiquei lá mais tempo… caso contrário, ia acabar com um álbum igualzinho ao do personagem do filme… 😉